O ex-espião Jorge Silva Carvalho entregou ao tribunal uma carta lacrada onde alegadamente demonstra que as práticas de que é acusado pela justiça, como o acesso à faturação detalhada dos telemóveis, serão na verdade práticas comuns nos serviços secretos portugueses, apesar de a lei o proibir, noticia hoje o Diário de Notícias.

O antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) é acusado de corrupção, violação do segredo de Estado, acesso ilegítimo a dados pessoais e abuso de poder.

A estratégia do ex-‘super-espião’ passará por demonstrar que o acesso que teve à informação detalhada das comunicações de cidadãos portugueses, como é o caso mais conhecido o do então jornalista do Público Nuno Simas – atual diretor adjunto da Agência Lusa -, seria uma prática recorrente dos serviços secretos.

Para isso, a carta entregue terá provas de outras operações onde tal aconteceu, recorrendo os serviços secretos a fontes dentro das operadoras de telecomunicações.