O vulcão Villarica – um dos mais ativos da América do Sul – entrou esta terça-feira em erupção. A grande nuvem de fumo e a quantidade de lava expelida obrigaram as autoridades chilenas a evacuarem a região. Mais de 3.500 pessoas tiveram de abandonar o local como medida de segurança.

O alerta foi dado por volta das 3 da manhã, de acordo com o gabinete de Emergência Nacional chileno, citado pela Associated Press (AP). Apesar de fortes medidas de segurança terem sido imediatamente acionadas, as autoridades temem que, à medida que o fluxo de lava percorra o seu caminho natural, aconteçam deslizamentos de terra provocados pela neve derretida – o vulcão está coberto por gelo e neve durante o ano todo.

Com 2847 metros de altitude, situado a mais de 600 quilómetros da capital do país, o Villarica faz sombra à pequena cidade de Pucon, com uma população de 22 mil pessoas. Uma cidade deserta desde que o vulcão começou a despertar, como contaram testemunhas ouvidas pela AP. A própria Presidente chilena, Michelle Bachelet, fez questão de se deslocar ao local para seguir de perto as medidas de segurança que estavam a ser tomadas.

Habituados a viverem atentos ao respirar do Villarica – o vulcão tem registado erupções com a frequência de 10/15 anos – os habitantes de Pucon voltaram progressivamente à vida normal. Alguns moradores decidiram regressar a casa, outros, os mais aventureiros, arriscaram mesmo tomar banhos de sol num lago da região. Já os turistas, esses, foram surpreendidos pela fúria do Villarica.

“Foi a coisa mais incrível que eu já vi”, contou Travis Armstrong, um turista australiano à AP. “Nunca vi um vulcão em erupção. [O Villarica] começou a expelir lava e lançar cinzas a centenas de metros no ar e um relâmpago atingiu o vulcão a partir na nuvem de cinzas que se forma da erupção”, relatou.

O ministro do Interior Chileno, Rodrigo Penailillo, confirmou à AP que, até ao momento, foram deslocadas 3,500 pessoas do local, incluindo dezenas turistas. Nos próximos dias, no entanto, a atividade do vulcão terá tendência para diminuir e a situação deverá regressar ao normal. Pelo menos até ao Villarica voltar despertar: dos 90 vulcões que permanecem ativos no Chile, o Villarica é considerado o mais perigoso de todos.