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Os médicos examinaram-no, submeteram-no a vários exames e concluíram que Fernando Alonso está “assintomático de qualquer problema médico”. Traduzindo, o piloto espanhol, duas vezes campeão mundial de Fórmula 1, está bem e não ficou com quaisquer lesões permanentes após o acidente sofrido a 22 de fevereiro, durante uma sessão de treinos em Montmeló, no circuito da Catalunha, em Espanha. Os mesmos médicos, porém, aconselharam-no a deixar o volante quieto no próximo fim de semana, e Alonso disse que sim.

O espanhol, como tal, não participará no primeiro Grande Prémio da temporada de Fórmula 1, que se realizará entre 13 e 15 de março, na Austrália. A garantia foi dada esta terça-feira pela McLaren Honda. “Na sequência da concussão que sofreu, os médicos recomendaram-lhe que, por enquanto, devia limitar ao máximo quaisquer fatores de risco que pudessem resultar num segundo abalo, de modo a minimizar as hipóteses de [sofrer] um síndrome de segundo impacto”, lê-se, no comunicado divulgado pela escuderia do piloto.

Era apenas um conselho, mas Fernando Alonso “entendeu-o, aceitou-o” e, portanto, o monolugar do espanhol, de 33 anos, será conduzido por Kevin Magnussen, dinamarquês, de 23 anos, atual piloto de testes da McLaren — que se estreou na Fórmula 1 na época passada, durante a qual esteve em 19 corridas pela mesma McLaren Mercedes.

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O piloto espanhol, campeão mundial de Fórmula 1 em 2005 e 2006, perdeu o controlo do seu monolugar a 22 de fevereiro, durante uma sessão de treinos no circuito de Montmeló, enquanto circulava a uma velocidade de 215 quilómetros por hora. Alonso saiu de pista na terceira curva, a mesma da qual já se queixara em voltas anteriores, via rádio, e embateu lateralmente contra as barreiras de proteção do circuito — a uma velocidade estimada de 115 km/h.

Alonso ficou inconsciente depois do embate. Os funcionários da pista só o retiraram do veículo passados cerca de dez minutos, após o piloto não reagir a qualquer estímulo. O espanhol foi depois transportado para o Hospital General da Catalunha, onde foi internado nos cuidados intensivos e permaneceu sob observação durante três dias.

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A 25 de fevereiro recebeu alta médica e foi para casa. “Os médicos do Fernando reconhecem que [o espanhol] se sente bem e em forma, considerando-se preparado para pilotar”, refere o comunicado. “Estão confortáveis com o facto de ele já ter recomeçado o treino físico, para preparar o regresso ao cockpit do seu McLaren-Honda para o Grande Prémio da Malásia”, lê-se também na nota. Essa corrida, a segunda no calendário da temporada de Fórmula 1, está agendada para 27, 28 e 29 de março.