Abdi Nur, 20 anos. Abdullah Yusuf, 18 anos. Os dois jovens de Minnesota (EUA) são acusados de fornecer apoio material a uma organização terrorista. Terão viajado no final do ano passado para o Médio Oriente. Objetivo? Juntarem-se ao Estado Islâmico e, assim, fazerem parte de uma “campanha de terror”. As palavras são de John Carlin, Procurador-Geral Adjunto para a Segurança Nacional dos EUA.

Os dois jovens serão apenas dois exemplos dos 180 americanos que já partiram ou tentaram partir para a Síria. Os dois casos mais recentes foram noticiados esta quarta-feira. Um rapaz de 21 anos da Califórnia foi detido no verão passado e será acusado no final deste mês por ter oferecido apoio para trabalhar sob o comando do EI. Uma estudante do estado de Virginia, 17 anos, é acusada de ajudar ao recrutamento de pessoas para o EI. Terá prestado apoio a um adulto para viajar para a Síria e terá estado ainda empenhada em distribuir “propaganda à mensagem islâmica”.

O número de americanos que partem para a luta islâmica na Síria e no Iraque está a aumentar. Mas, à chegada, os problemas começam a notar-se. Mubin Shaikh, ex-jihadista, conta à CNN: “Quando se lida com uma primeira, segunda e até com uma terceira geração de indivíduos com várias origens étnicas, há vários problemas de aculturação e integração. Eles questionam-se: afinal eu sou o quê?”