Comer carne de qualidade, peixe acabado de apanhar, muitos vegetais, algumas sementes e nozes, um pouco de fruta, pouco amido e nenhum açúcar. Esta é a dieta dos nossos ancestrais e está a ser adotada por celebridades como Megan Fox e Jessica Biel. O tema é abordado pelo The Telegraph.

É mais do que uma tendência: a dieta do Paleolítico já é uma identidade que se quer assumir. As pessoas dizem ser “paleo” e compram livros de receitas dedicados ao tema. Existem festivais, revistas e restaurantes que fazem menção a esta alimentação.

O conceito (moderno) nasceu no início do milénio com Dr. Loren Cordain. À medida que a moda do “Cross Fit” cresceu, a dieta do Paleolítico foi conquistando expressão, quando os praticantes desse tipo de exercício aconselharam que não se ingerisse “nada que tenha uma tabela de nutrientes”.

Muitas pessoas optam por seguir esta dieta para prevenir ou aliviar doenças causadas pelo atual estilo de vida. Mas seguir a dieta do Paleolítico exige duas coisas: uma grande capacidade para negar outros tipos de comida e uma carteira tão saudável quanto se quer tornar.

Escolher a dieta do Paleolítico não faz dos seus adeptos verdadeiros homens da caverna: alguns alimentos processados são permitidos e não há necessidade de aquecer a comida numa fogueira. Na verdade, esta dieta procura apenas quebrar o sedentarismo que tem marcado a vida moderna nos últimos anos.

Nesta questão da dieta do Paleolítico existem dois tipos de opiniões. Por um lado, algumas vozes insistem que esta alimentação é hipócrita, porque os produtos que são vendidos nas lojas especializadas são obviamente feitos por alimentos processados. Do outro lado, estão os radicalistas, que levam ao extremo a dieta e são capazes de ir à caça para preparar a próxima refeição.

A dieta do Paleolítico aconselha que se comam carnes e peixes magros, nozes, sementes (mas não amendoins), frutos em estado selvagem e vegetais. Por outro lado, se pensa seguir esta dieta, deve ingerir grãos, produtos com leite, sal e açúcar.