Poluição

Universidade de Vila Real cria novo método para avaliar poluição dos rios

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Os investigadores da universidade vila-realense pretendem avaliar a poluição dos rios europeus a partir da análise de entre 100 e 200 produtos.

Paulo Cunha/LUSA

Investigadores da Universidade de Vila Real querem implementar um novo sistema para avaliar o grau de poluição dos rios na Europa, incluindo os cerca de 100 a 200 produtos poluentes que surgem todos os anos.

O novo sistema — o MELIS – foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), localizada em Vila Real.

“Determinámos um índice que é capaz de integrar informação sobre numerosos produtos com impacto ambiental: os contaminantes emergentes. O MELIS integra vários métodos e deteta quais os efeitos de metais pesados, produtos industriais, medicamentos, pesticidas”, afirmou hoje, em comunicado o coordenador do projeto Rui Cortes.

O objetivo dos investigadores é implementar este novo sistema em Portugal, nos novos Planos de Bacia Hidrográfica que terão que ser elaborados até ao final do ano, e na Europa.

Segundo Rui Cortes, todos os anos, cerca de 100 a 200 novos compostos orgânicos são processados e lançados na água.

Alguns aumentam ao longo da cadeia alimentar (bioamplificação) e, a médio/longo prazo, podem provocar diversas doenças no homem, desde vários tipos de cancro, redução da fertilidade, aumento da obesidade e de problemas congénitos, até doenças neurodegenerativas cuja frequência tem vindo a aumentar.

“Não há tratamentos de água para estes contaminantes. Há cada vez mais substâncias urbanas sintéticas desconhecidas que, mal entram no meio aquático, se transformam. O mesmo produto pode assumir dezenas de formas diferentes”, explicou o investigador.

A equipa pretende, por isso, que o trabalho seja utilizado por gestores e entidades públicas que avaliam e gerem os recursos hídricos em Portugal e na União Europeia (UE).

Segundo a Diretiva Quadro da Água todos os Estados-membros têm de fazer a avaliação do estado ecológico da água, mas os índices utilizados para esse fim não abrangem a globalidade das perturbações, designadamente os contaminantes emergentes, pelo que a UE tem interesse em utilizar metodologias mais eficientes”, considerou Rui Cortes.

O rio Rabagão, em Montalegre, é um dos locais onde o MELIS já está a ser validado.

O índice desenvolvido pela academia transmontana vai ser apresentado durante o Congresso Ibero-americano de Contaminação e Toxicologia Ambiental (CICTA 2015), um dos principais fóruns de discussão do setor no espaço ibero-americano, que vai decorrer na UTAD entre 14 e 17 de julho.

Esta sétima edição, subordinada ao tema “Sustentabilidade Ambiental: Uma Visão para o Futuro”, tem como objetivo refletir sobre a importância do uso sustentável dos recursos naturais, (água, ar e solo), e da preservação das espécies e respetivos habitats, de forma a não comprometer o futuro do planeta.

Rui Cortes afirmou que a principal inovação deste congresso se encontra nas “várias investigações a apresentar, que procuram refletir o conhecimento sobre como avaliar o impacto que estes produtos têm a nível dos ecossistemas terrestres e aquáticos, sujeitos a uma grande variedade de agentes perturbadores”.

O congresso tem ainda como objetivo divulgar a investigação desenvolvida na Península Ibérica e nos países da América Latina.

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