O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu no domingo aos seus eleitores que não faltem à chamada às urnas esta terça-feira, para “lutar” contra o “perigo de um governo de esquerda” em Israel. Vida difícil para Netanyahu: as sondagens indicam que Netanyahu não irá conseguir o desejado quarto mandato como chefe do governo.

Benjamin Netanyahu falou atrás de um vidro à prova de bala para entre 15 mil e 30 mil apoiantes, segundo estimativas não oficiais. O primeiro-ministro israelita acusou os rivais de centro-esquerda da União Sionista de “promover um esforço enorme para [me] prejudicar e para prejudicar o partido Likud”, liderado por Netanyahu. “Se não fecharmos a diferença nas sondagens, há um grande risco de que suba ao poder um governo de esquerda”, avisou Netanyahu, citado pela Reuters.

As últimas sondagens, divulgadas dois dias antes das eleições de terça-feira, atribuem à União Sionista liderada por Isaac Herzog e Tzipi Livni entre 24 e 26 assentos no Parlamento (Knesset). O Likud de Benjamin Netanyahu terá entre 20 e 22 lugares, segundo as mesmas sondagens, face ao total de 120 assentos parlamentares.

Nunca houve uma maioria absoluta em Israel, pelo que é normalmente o partido mais votado a ter as melhores hipóteses de formar uma coligação. Mas isso pode não acontecer, pelo que mesmo que não venha a ser o vencedor, Netanyahu espera que a votação nos partidos mais à direita se mostre suficiente para que seja o atual primeiro-ministro a receber a incumbência de formar um governo de coligação e poder, assim, obter o quarto mandato consecutivo como chefe do governo.

“Esta é uma luta decisiva, uma luta renhida. Temos de fechar esta diferença, é possível fechar esta diferença”, afirmou Benjamin Netanyahu, assegurando que “a maior parte das pessoas não quer [Livni e Herzog] como chefes do governo de Israel, quer continuar a ver-me como líder deste país”. Netanyahu tem, nesta campanha, insistido nos temas da segurança e no combate à ameaça nuclear do Irão. Mas as pessoas têm mostrado ter uma preocupação maior com a economia e com o custo de vida.