A DeGiro, a corretora holandesa que se estreou em Portugal em outubro, está interessada na Interdin, a maior corretora espanhola de derivados cujos clientes estão impossibilitados de movimentar os seus capitais, na sequência do processo de insolvência da sua casa-mãe, o Banco de Madrid.

A Interdin e a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a autoridade financeira espanhola que agora controla a corretora, foram contactadas pela Degiro, “que se ofereceu para procurar uma solução em conjunto para os clientes da Interdin”, segundo o comunicado do intermediário financeiro holandês.

No processo de intervenção, a CNMV decidiu que os clientes da Interdin apenas podem fechar as suas posições financeiras, mas não podem retirar o dinheiro das suas contas.

A DeGiro é uma corretora em expansão na Europa através de uma política de baixas comissões de bolsa. Quando se estreou em Portugal, Gijs Nagel, diretor da DeGiro, prometia cortar as comissões até 94%.

Tiago Leocádio, o responsável pelo desenvolvimento do negócio da DeGiro em Portugal, revela ao Observador que, para já, não estão à procura de aquisições entre os intermediários nacionais. “O objetivo da nossa estratégia continua a ser a de ganhar quota de mercado através das nossas comissões de corretagem ultra reduzidas”, explica.