Gary Herbert, governador do Utah, assinou uma lei no dia 23 de março que permite a execução por fuzilamento como pena de morte, caso não estejam disponíveis injeções de drogas letais até 30 dias após a data de execução. “Estamos sempre a lamentar quando alguém comete um crime tão terrível que mereça pena de morte. Apesar de tudo, continuamos a preferir o método da injeção letal quando uma sentença é lançada.” afirmou Marty Carpenter, porta-voz do secretário de Herbert, no dia 23 de março.

“No entanto, quando um júri toma a decisão e um juiz assina uma sentença de morte, impor essa decisão legal é a obrigação do Poder Executivo”, justificou Carpenter. Esta decisão apareceu como reação à pouca oferta da droga mortífera, que sofreu um embargo europeu. Novas alternativas mais baratas e fáceis têm sido consideradas. De acordo com a nova lei, os condenados serão mortos por uma equipa de fuzilamento apenas se não for possível adquirir a droga para a injecção letal até 30 dias à sua data de execução.

O Utah torna-se, assim, o único estado norte-americano em 40 anos a executar condenados com equipas de fuzilamento. Paul Ray, patrocinador da lei e republicano, defende esta lei, considerando-a mais rápida e humana, em alternativa à injecção. Mas a lei tem sido alvo de muitas críticas, como do American Civil Liberties Union (ACLU), que descreve o método como “bárbaro e datado”. Até o próprio Herbert reconheceu a morte por fuzilamento “macabro”.