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Um novo estudo realizado por dois think-tanks alemães, Ifo e Fundação Bertelsmann, aponta que caso o Reino Unido saia da União Europeia em 2018, isso reduziria as exportações do país e ia tornar mais caras as suas importações, diminuindo o investimento e a inovação no país. Uma potencial saída, defendida pelos partidos eurocéticos na campanha para as eleições de 7 de maio, poderá causar a diminuição de 14 pontos percentuais do PIB na próxima década, cerca de 313 mil milhões de euros – uma perda de cerca de 5 mil euros por cada britânico.

Os investigadores estimam ainda que a saída do Reino Unido ia afetar negativamente vários países europeus, a economia europeia e teria ainda um impacto significativo na economia mundial. Com uma saída unilateral do país atualmente liderado por David Cameron, a Irlanda seria o país da UE que mais perderia, seguida pelo Luxemburgo e pela Bélgica. O impacto na economia europeia seria de -0,36% e na economia mundial de -0,25%. Mesmo com uma saída negociada, que não arredasse completamente o Reino Unido dos atuais parceiros europeus, o estudo mostra que haveria sempre perdas nas economias.

Caso o Partido Conservador ganhe as próximas eleições, uma da promessas é agendar um referendo já para 2017 para que os britânicos de pronunciem sobre se querem ou não permanecer na União Europeia. O UKIP, que ganhou as eleições europeias em maio de 2014, é um partido eurocético que propõe a saída da UE, assim como o encerramento das fronteiras à entrada de qualquer imigrante, incluindo imigrantes oriundos da União Europeia. O estudo alemão aconselha o Reino Unido a evitar a todo o custo uma saída da organização, já que isto teria impactos políticos e económicos muito profundos.

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