Comentando a coligação que foi anunciada no sábado pelo PSD e CDS, António Capucho afirmou que o PSD não tinha outra hipótese porque “o partido não existe”. O fundador do PSD, expulso há mais de um ano do partido, disse à Antena 1 que a coligação era inevitável e que foi inteligente ter escolhido o 25 de abril para a anunciar.

António Capucho diz-se contra a política da Aliança Democrática, mas sabe que era inevitável que fosse feita. “Era absolutamente impossível que não se entendessem. Porque se não se entendessem tinham os dois uma derrota substancial.” Porém, o antigo governante e conselheiro de estado também não acha que a vitória do PS esteja garantida.

Na entrevista, António Capucho diz que o PSD está com perspetiva eleitoral desastrosa, mas que mesmo com uma derrota nas legislativas, Pedro Passos Coelho pode tentar sair com uma “derrota honrosa” e tentar manter-se na liderança do partido. “Se não levar uma grande banhada, admito que possa continuar, porque tem o partido endrominado.”

Como alternativa à liderança do PSD, o fundador do partido aponta Rui Rio. Mas refere que se o ex-autarca do Porto “tem a aspiração de ser líder do PSD devia ter concorrido ao conselho nacional”, dessa forma podia ter vindo a marcar posição e a reunir junto de si aqueles que querem renovar o partido. Embora considere que Rui Rio tem um bom perfil para líder partidário ou primeiro-ministro, mas “não tem o perfil ideal para Presidente da República”.

Embora sem perfil para Presidente da República, se Rui Rio se candidatar, António Capucho admite poder votar nele. Mas com muito mais certezas votaria em Manuela Ferreira Leite. “Manuela Ferreira Leite, se avançar, aí não hesitaria um minuto em votar numa mulher e naquela senhora.”