Nem um nem outro são conhecidos por serem pessoas reservadas e contidas nas palavras. E a atuar em clubes rivais, é natural que entre Jorge Jesus e Bruno de Carvalho tenham existido momentos de tensão, de acusações e de provocação.

21 de Abril de 2013. Derbi lisboeta. O Benfica vence o Sporting por duas bolas a zero no Estádio da Luz e Jesus profere a expressão que não mais vai sair da cabeça dos sportinguistas durante toda a época. É o famoso: “Limpinho, limpinho.”

https://www.youtube.com/watch?v=xvWWk_xeMGI

Passa o verão, o campeonato recomeça, e chega Setembro de 2013. Jorge Jesus acusa o Sporting e o FC Porto de serem favorecidos pelas arbitragens.

“Claro que a gente, se formos ajudados por terceiros. Os terceiros é os nossos outros adversários, com quem os nossos rivais diretos jogam, se nos ajudarem com que eles percam pontos, as coisas tornam-se mais fáceis. E o que é verdade é que tem havido algumas situações que têm favorecido os nossos concorrentes mais diretos. É verdade.”

Bruno de Carvalho responde prontamente:

“Há treinadores que deveriam preocupar-se mais em treinar as suas equipas e colocá-las a jogar futebol. Houve coisas que aconteceram, mas não sei se se ficam a dever-se à pressão. O que aconteceu foi muito mau para o Sporting, mas não vale a pena esconder com um erro a pior exibição da época do Sporting. Foi um mau resultado em termos de atitude, que temos de retificar já no próximo jogo.”

Março de 2013. Bruno de Carvalho diz que o Benfica não merece estar no primeiro lugar do campeonato:

Jorge Jesus contra-ataca em Alkmaar: “Estamos aqui a falar de uma possibilidade de passarmos às meias finais [da Liga Europa] e outros estão em casa a ver a gente a jogar aqui com o AZ Alkmaar.”

“Comentários palermas”

Em Novembro de 2013, o Benfica derrota o Sporting por 4-3 num encontro a contar para a Taça de Portugal. E volta a estalar o verniz entre treinador do Benfica e presidente do Sporting.

https://www.youtube.com/watch?v=9O9t804yCeA

E depois disto tudo, em Outubro do ano passado, Bruno de Carvalho garante:

“Vai demorar alguns anos que eu, quando oiço o Jorge Jesus, me esquecerei da palavra ‘limpinho, limpinho'”.

Passaram oito meses.