Os técnicos do INEM convocaram, para este domingo, uma vigília contra a degradação das condições de trabalho e recusam fazer turnos extra, pelo que seis das 17 ambulâncias existentes em Lisboa estão paradas, pondo em risco o socorro à população. O INEM garante que os cuidados de emergência médica estão assegurados à população, apesar de alguns constrangimentos relacionados com a falta de técnicos para operar as ambulâncias.
O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) alertou para uma “redução brutal” nas ambulâncias em Lisboa, colocando “em risco” o socorro do INEM, devido à recusa dos técnicos em fazer turnos extra. Estes profissionais queixam-se da falta de pagamento de subsídios e de horas extra e de mais cortes no salário, recusando-se a fazer mais turnos extraordinários, o que leva a que das 17 ambulâncias de Lisboa, seis estejam paradas.
A ação de protesto foi convocada pelos técnicos de emergência (TE) através das redes sociais, como resposta a um comunicado emitido pelo INEM, segundo o qual “estão já a ser implementadas medidas para que todas as necessidades [de recursos humanos] sejam colmatadas”.
O INEM veio entretanto, em comunicado, assegurar a prestação de cuidados de emergência médica à população portuguesa, “apesar de alguns constrangimentos de recursos humanos”.
“No seguimento de várias notícias sobre a possibilidade de paragem de algumas ambulâncias na região de Lisboa, [o INEM], vem esclarecer a população portuguesa de que não está, nem nunca esteve em causa o socorro da mesma em qualquer circunstância”, afirma o Instituto Nacional de Emergência Médica.
Para sustentar esta garantia, o INEM recorda que o socorro às populações é assegurado em complementaridade de meios, com os Bombeiros, a Cruz Vermelha Portuguesa, a PSP e a GNR.
A atual falta de profissionais, nomeadamente de Técnicos de Emergência (TE), está “a ser acompanhada atentamente” pelo INEM e pelo Ministério da Saúde, no sentido de ultrapassar a situação, refere.
“Assim, estão já a ser implementadas medidas para que todas as necessidades sejam colmatadas, não só através da disponibilidade que foi solicitada a alguns TE das Delegações do Norte e do Centro que se prontificaram a suprir as lacunas existentes em algumas bases de Lisboa, mas também chamando de novo a prestar serviço como TE, profissionais que estavam alocados a outros serviços, embora com certificação válida como TE”, acrescenta o comunicado.
O Conselho Diretivo avisa que vai utilizar todos os meios legais ao seu dispor para prestar os cuidados de emergência médica à população, independentemente de considerar que os TE “têm o direito de tomar as decisões que acreditam ser as melhores para a sua atividade profissional”.
Assim, o conselho diretivo do INEM “apela a todos os TE para que reflitam” sobre a missão para a qual foi criada a instituição.