A Revista XXI – Ter Opinião, da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), vai ter um quinto número já este sábado. O evento de lançamento será integrado na 85ª Feira do Livro de Lisboa, no espaço Praça da Fundação, pelas 18h do dia 13 de junho.

E vai ter a presença de um homem habituado a pisar o risco: Phillipe Petit, que cruzou as torres gémeas de Nova Iorque através de um cabo de aço numa proeza imortalizada no documentário Man on Wire. Estarão também presentes Nuno Garoupa (Presidente da FFMS), António José Teixeira (diretor da Revista XXI e da SIC Notícias) e António Araújo (jurista e historiador). Vai também existir uma torre de slackline, com portugueses habituados a pisar o risco.

O tema desta quinta edição é o risco. A revista começa por destacar a imortal façanha de Philippe Petit, quando, às 7h15 de 7 de agosto de 1974, “o jovem francês (…), equilibrando-se num cabo de aço a 400 metros de altura”, atravessou “os 50 metros que separam as Torres Gémeas, acabadas de erguer”. Segue-se o editorial, “Riscos e ousadias”, assinado por António José Teixeira.

Por vezes, é preciso pisar o risco, ousar, transgredir, desafiar o fim da história, ter iniciativa, questionar, conhecer, lutar por valores e ideias, arriscar, dar a volta. — António José Teixeira

Entre os principais destaques surge uma compilação de “Retratos de quem deu a volta à crise”, o relatório “As 12 ameaças globais” (com entrevista a Stuart Armstrong), um conjunto de 40 tópicos de José Pacheco Pereira sobre “O risco bom do poder e o risco mau da liberdade”, a banda desenhada “Riscar o céu” (de André da Loba e João Paulo Cotrim), o texto “Perigo, risco e preocupação” (de Miguel Nogueira de Brito), o ensaio de Afonso Cruz “Breve dicionário dos medos” e a pré-publicação de “Mundo em Risco” (Ulrich Beck).

Do ponto de vista objectivo, o risco é fácil de definir: “shit happens”. — José Pacheco Pereira

Em simultâneo, definem-se 12 riscos e, sobre eles, fazem-se 12 perguntas. Algumas mais complexas do que outras, mas todas elas objetivas. “Há risco de guerra na Europa?” e “O euro vai acabar?” são dois exemplos. Segue-se, também, a biografia de Philippe Petit, “Petit, o grande”, da autoria de António Araújo.

Capa da quinta edição da Revista XXI. Créditos: FFMS

A Revista XXI começou por ser um anuário publicado pela FFMS. A instituição lançou o primeiro número em 2012, “Dias inquietos”. Nos três primeiros anos a direção da XXI foi de José Manuel Fernandes, hoje publisher do Observador e que se mantém como membro do conselho editorial da revista. Nessa altura, destacava que um dos objetivos desse projeto editorial da FFMS era o de “ajudar os leitores a reflectir, a pensar”.

XXI, Ter Opinião é pois uma publicação que, tendo a periodicidade de um anuário, não pretende limitar-se ao registo do ano que passou, antes prefere partir dele para propor reflexões e debates. — José Manuel Fernandes

Seguiu-se uma segunda edição, em 2013, intitulada “Adeus liberdade. Viva a liberdade!”. Em 2014, a fundação dedicou o terceiro número da revista ao tema “Os caminhos da Europa”.

Em 2015, a publicação da Revista XXI – Ter Opinião passou a ser semestral. A primeira edição deste ano (o quarto número) foi lançada a 22 de janeiro e era dedicada ao tema “a cidade” (“Isto é a cidade”). Menos de seis meses depois, a fundação publica mais um número: uma nova edição, sem medo de “pisar o risco”.