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Teixeira dos Santos teme que a eventual saída do euro da Grécia traga consequências para solo português. Em entrevista à Rádio Renascença, o ex-ministro das Finanças diz que “Portugal não está imune do risco de, depois de a Grécia cair, (os mercados) poderem virar-se para outras economias que estão fragilizadas e pressentem ainda ter pesos elevados na sua dívida pública. E ele, (o risco), é sério”, sentencia.

O ex-ministro, que fazia parte do Governo que pediu o resgate português em 2011, considera que a almofada de 17,3 mil milhões só terá efeito a curto prazo, mas tem dúvidas de que Portugal consiga “resistir a um braço-de-ferro mais prolongado” e a um futuro ataque especulativo à dívida portuguesa. “De alguma forma posso dizer que já vi este filme”, remata.

Apesar de ressalvar que é difícil prever as consequências da saída da Grécia da zona euro, Teixeira dos Santos reconhece que, “olhando para o comportamento recente dos mercados à dívida pública”, a preocupação dos mercados “é grande”. Assim, o ex-ministro acredita que há um grande risco de perturbação no domínio financeiro, o que levará a consequências “significativas” nas condições de financiamento no setor público e privado. O ex-governante refere-se ainda a uma “desagregação da moeda única” para justificar aquilo que teme ser “o início do fim da área do euro” com a hipótese da saída da Grécia.

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