A polícia angolana admite que o helicóptero da SonAir, serviço aéreo da petrolífera estatal Sonangol, desaparecido com seis pessoas a bordo, pode ter sido localizado, mas a operação está a ser dificultada pelo difícil acesso ao local. O aparelho, que estava ao serviço do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), fazia a rota entre o Sumbe-Waku-Kungo, província do Cuanza Sul, e está desaparecido desde quinta-feira.
Segundo o comandante da Polícia Nacional no Cuanza Sul, Alberto Lisboa Mário, oficialmente, a aeronave permanecia desaparecido até às 18:00 desta sexta-feira. Transportava, além do piloto e do copiloto, o mecânico de bordo, dois enfermeiros do INEMA e um polícia.
“Amanhã [sábado] vamos iniciar os trabalhos às 06:00, reforçando o pessoal de infantaria, isto é, forças armadas, polícia nacional, bombeiros, INEMA, população e também chegam mais helicópteros da Polícia Nacional, caninos também para nos ajudarem nas buscas que iniciaram ontem [quinta-feira]”, disse o comissário-chefe Alberto Lisboa Mário em declaração à televisão pública angolana.
Alguns caçadores da região do Inhime, município da Conda, referiram ter visto o aparelho a sobrevoar a zona, localidade montanhosa e com uma floresta densa, e de seguida terem ouvido uma explosão.
A SonAir, companhia existente desde 1998, para apoiar essencialmente a indústria petrolífera, emitiu esta sexta-feira um comunicado, onde dava conta do desaparecimento do aparelho, que estava a apoiar uma operação sobre a sinistralidade rodoviária.