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Uma coisa é ter o cenário claro na cabeça, ponderado e decidido, outra coisa é falar dele na TVI”, até porque “não faria sentido confundir o comentador com o potencial ator político”. Perguntado por José Alberto Carvalho se isso significa que já decidiu o que tinha para decidir, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu esta noite que era preciso entender o cenário político que saia das eleições. E Marcelo acrescentou: “Está percebido e está ponderado o que havia a ponderar.”

Até porque “o cenário hoje é muito mais claro em matéria de governo e também o é em matéria de presidenciais”. Já antes, na discussão da sondagem que o coloca como candidato preferido dos eleitores, o professor catedrático de Direito voltou a defender que “não se deve partidarizar o que não deve ser partidarizado”, pelo que os partidos da coligação devem dar liberdade de voto aos eleitores.

Se Marcelo está cada vez mais perto de fazer o anúncio formal (“Está nos carris”, garantiu hoje ao Observador fonte próxima), Rui Rio (outro dos putativos candidatos da direita) está a ser desincentivado a avançar para não dividir o partido.

Passos Coelho já terá dito ao ex-autarca da Câmara do Porto que não o pode apoiar como candidato presidencial. E mesmo os apoiantes de Rio estão a aconselhá-lo a não avançar, confirmou o Observador. As razões são várias: é uma candidatura considerada arriscada por provocar fraturas no partido e não ser ganhadora. Numa altura em que o PSD perdeu a maioria absoluta, a prioridade é garantir apoio a quem tem mais hipóteses de unir o centro-direita.

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