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Os votos em branco, se entrassem nas contas dos assentos parlamentares atribuídos, teriam eleito uma cadeira vazia pelo círculo eleitoral de Lisboa (o maior do país, com 47 deputados). Essa cadeira seria roubada ao Partido Socialista, o segundo partido com mais votos neste círculo eleitoral, que não obteria 18 deputados, mas apenas 17.

O número de votos brancos em Lisboa atingiu os 22.087. Em comparação, o partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN), que elegeu pela primeira vez um deputado (pelo círculo de Lisboa) para a Assembleia da República, conquistou poucos mais votos neste círculo eleitoral: 22.583. O que representa uma diferença de apenas 496 votos.

No total nacional, o número de votos brancos passou de 112 mil o que, ainda assim, representa menos 0.6% que em 2011, ano em que os votos brancos também teriam conseguido um ‘mandato’, de forma confortável. Há quatro anos, essa cadeira vazia seria subtraída ao partido que elegeu mais deputados: o PSD, que em vez dos 18 deputados conseguidos, teria apenas 17. A mesma situação que se verificaria este ano, mas para o Partido Socialista.

Nas legislativas deste ano, pelo círculo eleitoral de Lisboa, a coligação Portugal à Frente elegeu 18 deputados, assim como o PS. Já o BE e a CDU conseguiram cinco mandatos cada força política, e ao PAN foi atribuído um deputado.

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