Guatemala

“Deus, Família e Honra” levam Jimmy Morales à presidência da Guatemala

O comediante Jimmy Morales venceu as eleições presidenciais na Guatemala com 67,43% dos votos. "Deus, Família e Honra" foi o lema da estrela televisiva que é vista como a grande esperança para o país.

O comediante ganhou notoriedade política depois dos escândalos de corrupção que levaram à demissão do general Otto Pérez Molina.

AFP/Getty Images

“Deus, Família e Honra” pode fazer lembrar alguma coisa, mas foi sob este lema que o comediante Jimmy Morales Cabrera venceu as eleições presidenciais na Guatemala. 

O também teólogo e economista e candidato do partido de centro direita, a Frente Nacional de Convergência, arrecadou 67,43% dos votos garantindo uma clara vitória na segunda volta das eleições deste domingo, destronando a candidata de centro esquerda e antiga primeira-dama Sandra Torres que registou apenas 32,57%.

Jimmy Morales ganhou notoriedade política depois da onda de protestos que invadiram o país contra os escândalos de corrupção que atingiam o Governo do general Otto Pérez Molina que culminaram na sua demissão e detenção. O famoso comediante foi visto como uma oportunidade para refrescar a imagem do pequeno partido Frente Nacional de Convergência. Mas foi também visto como uma nova esperança para a Guatemala. 

O novo presidente do país da América Central, citado pelo Independent, reforçou que “como presidente recebi um mandato, e o mandato do povo da Guatemala é para lutar contra a corrupção que nos está a consumir.”

Morales, comediante e animador de televisão sem qualquer experiência política, que se converteu no décimo Presidente da era democrática da Guatemala, toma posse a 14 de janeiro do próximo ano para um mandato de quatro anos (2016-2020). A vice-presidência vai ser ocupada por Jafeth Cabrera, ex-reitor da Universidade estatal de San Carlos.

Desde a instauração da democracia em 1985, o candidato mais votado numa segunda volta eleitoral foi Vinicio Cerezo, da Democracia Cristã Guatemala (DCG) que, nesse mesmo ano, alcançou 68,37% dos votos, contra 31,63% do seu adversário, Jorge Carpio, da União do Centro Nacional (UCN).

Outra memorável votação foi a de 1999, quando Alfonso Portillo saiu vencedor com 68,31%, contra 31,69% de Oscar Berger, do PAN.

Morales não ficou muito longe desses resultados históricos.

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