Atentados de Paris

As 130 vítimas dos atentados Paris já estão todas identificadas. Estas são as suas histórias

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Os nomes das vítimas do massacre de Paris, mortos brutalmente na sexta-feira, já são todos conhecidos. Cristãos, muçulmanos, laicos, homens e mulheres, num total de 130 pessoas.

Os últimos números dão conta de 130 mortos confirmados

IAN LANGSDON/EPA

Autor
  • Maria Catarina Nunes

Uma pianista, duas irmãs tunisinas, fotógrafos, estudantes, jornalistas, gestores. Cristãos, muçulmanos, laicos, brancos e negros. Estavam num concerto, numa partida de futebol, num jantar com amigos no final de uma semana de trabalho. Paris é das cidades mais cosmopolitas do mundo, ali vive gente de todos os cantos do globo, ali acorrem pessoas do planeta inteiro para passar o fim de semana.

A sombra consumiu a cidade luz e roubou 130 corpos à vida, às mãos do Estado Islâmico (EI). No caos que se seguiu ao atentado, amigos e familiares das vítimas utilizaram as redes sociais para as procurar, recorrendo aos hashtags #RechercheParis e #RechercheBataclan. São cidadãos de, pelo menos, 15 países.

Manuel Colaço Dias, 63 anos. O português vivia em França há mais de 30 anos. Era motorista e foi ao volante do táxi que perdeu a vida, depois de ter deixado três clientes no Stade de France, espectadores do jogo entre a França e a Alemanha, um dos locais escolhidos para o ataque. Manuel Dias nasceu  na zona de Mértola, Alentejo, e casou em Paris com uma mulher francesa. Os seus dois filhos estavam de visita a Portugal nesta semana da tragédia. Manuel morreu numa das explosões junto ao estádio francês. 

Précilia Jessy Correia, 35 anos, é filha de pai português, da zona do Montijo, e de mãe francesa. Na sua página de Facebook tem várias fotografias de Portugal. Précilia tinha ido ao Bataclan com o namorado, Manu Perez, ver o concerto de uma das suas bandas favoritas. 

Marie e Manu Pérez (namorado da luso-francesa Précilia) trabalhavam para a Universal Music France e perderam a vida na sala de espectáculos Bataclan, confirmou Pascal Nègre, o presidente da empresa, no Twitter. Pouco antes de morrer, Manu partilhou uma fotografia do concerto da banda Eagles of Death Metal no Bataclan.

Thomas Ayad, 32 anos, natural de Amiens, no norte de França. Era product manager na Universal Music France. Perdeu a vida no Bataclan. Lucien Grainge, da empresa de música, escreveu aos colaboradores a confirmar a morte de Thomas.

Marie Lausch e Mathias Dymarski naturais de Metz, em França, namoravam desde a infância e viviam em Paris há pouco mais de um ano. Morreram ambos no teatro Bataclan.

Asta Diakite, era prima de Lassana Diarra. Foi o jogador de futebol que escreveu nas redes sociais que a sua prima estava entre as vítimas. “Ela foi uma referência, um suporte, uma grande irmã”. Diarra estava a jogar do Estádio de França contra a Alemanha, na noite de sexta-feira. 

François-Xavier Prévost, 29 anos, trabalhava em publicidade. Estudou na University North Texas no outono de 2007.

Nick Alexander, britânico, era vendedor de merchandise para a banda Eagles of Death Metal que dava um espectáculo no Bataclan na sexta-feira à noite. A notícia da sua morte chegou à comunicação social pela sua família e pelo grupo. Polina Buckley, a namorada, recorreu ao Twitter para tentar saber notícias de Nick.

Helen Wilson, ex-namorada de Nick Alexander, estava com ele no Bataclan. Wilson conta que se deitaram no chão quando os atacantes tomaram a sala de assalto. Helen Wilson ficou com feridas nas pernas e Nick foi baleado à sua frente. “Estava de costas para mim e não consegui ver o que tinha acontecido. Tentei puxá-lo para a vida e tentei fazer respiração boca-a-boca. Os terroristas atiravam se alguém dissesse alguma coisa. Ele não conseguiu respirar mais e eu segurei-o nos braços e disse que o amava. Ele foi o amor da minha vida”.

Alban Denuit, 32 anos, era artista plástico e professor na Universidade Bordeaux-Montaigne. Morreu no Bataclan.

Maxime Bouffard, 26 anos, era um realizador francês e antigo jogador de râguebi que cresceu em Dordogne. Vivia em Paris há vários anos.

Elodie Breuil, estudava design na Conde, em França. O irmão, Alexis, disse à Time que Elodie morreu no concerto da banda norte-americana Eagles of Death Metal, onde estava com um grupo de amigos. Um dos seus companheiros, que preferiu não ser identificado quando falou com a Time, contou que foi separado de Elodie e do restante grupo quando os disparos começaram: fugiu para a saída com um homem que estava ao seu lado. Esse homem morreu com um tiro e ficou caído no chão. Na rua, o grupo de amigos conseguiu reencontrar-se, mas faltava Elodie. Tinha 23 anos.

Quentin Boulenger, 29 anos, era gestor de projeto na L´Oreal.

Luis Felipe Zschoche Valle, músico chileno com 35 anos, vivia em Paris com a mulher francesa, há cerca de oito anos. Era guitarrista e vocalista da banda de rock Captain Americano.

Cécile Misse, 32 anos, francesa. Morreu no massacre do Bataclan ao lado do companheiro Luis Felipe Zschoche Valle. Era de Gap, comuna nos Alpes franceses, e trabalhava no Teatro de Suresnes.

Hyacinthe Koma, 34 anos, nasceu no Burkina Faso e estudava no liceu Montaigne. Estava no restaurante La Belle Equipe.

Juan Alberto González Garrido, 29 anos, natural de Granada, em Espanha, era engenheiro, assim como a sua mulher. Estavam ambos entres os espetadores do concerto da banda Eagles of Death Metal, no Bataclan. Angela Reina, a sua mulher, conta numa carta que enviou para a imprensa espanhola que o marido a protegeu dos disparos, e foi ele que sucumbiu à morte.

Hélène Muyal, 35 anos, maquilhadora parisiense. Deixa um bebé de 17 meses. Morreu no Bataclan.

Valeria Solesin, italiana, natural de Veneza. Estava no teatro Bataclan quando os atacantes irromperam no espaço e ali perdeu a vida. Era doutorada em sociologia na Sorbonne e voluntária na ONG Emergency. Tinha 28 anos.

Ludovic Boumbas, nasceu no Congo e cresceu em França. Era colaborador na transportadora Fedex. Ludovic morreu a tentar salvar duas amigas, Houda e Halima, que também acabaram por perder a vida nos ataques. De acordo com o The Mail Online, Ludovic protegeu uma mulher e foi atingido. A mulher sobreviveu, mas ainda está no hospital em estado crítico: “Ludo atirou-se para proteger uma rapariga e levou um tiro. Ela também foi baleada, mas sobreviveu e está no hospital. Ele adorava viajar pelo mundo com as pessoas que mais amava. Era mesmo, mesmo boa pessoa”, disse um amigo de Ludovic Boumbas, que não quis ser identificado, ao jornal.

Houda e Halima Ben Khalifa Saadi (na foto, em cima), irmãs tunisinas, da cidade de Menzel Bourguiba. Viviam em Creusot, no centro de França, e tinham 34 e 35 anos. Passavam o fim de semana em Paris para celebrar os anos de uma amiga num restaurante.

Mathieu Hoche, francês de 38 anos, trabalhava como técnico no canal de televisão France 24. Morreu no Bataclan, confirma a Associated Press.  Uma colega sua escreveu no Twitter que Hoche era um eterno miúdo.

Djamila Houd, 41 anos, nasceu em Dreux, em França, mas vivia em Paris. Tinha origem argelina e trabalhou para Isabel Marant, uma prestigiada marca de moda. O jornal L´Echo Republicain, de Dreux, avança que Djamila perdeu a vida num bar da Rue Charonne. 

Marie Mosser, pianista francesa. Trabalhava para a banda Vamps.

Claire Camax, 35 anos, era ilustradora e designer gráfica. Deixou duas crianças. 

Caroline Prenat, 24 anos, nasceu em Lyon, França. Tinha uma pós-graduação em artes aplicadas e trabalhava como designer. Estava no Bataclan.

Thomas Duperron era  responsável pela comunicação da Maroquinerie, uma sala de espectáculos do XXe bairro. Tinha 30 anos.

Mohamed Amine Ibnolmobarak, arquiteto marroquino de 28 anos. Vivia em Paris onde exercia o mestrado na Escola Nacional Superior de Arquitetura. Perdeu a vida no bar Le Carillon onde estava com a mulher, que ficou gravemente ferida.

Guillaume Decherf, 43 anos, era um jornalista que escrevia sobre música rock para a Les Inrocks, uma revista francesa de cultura. Duas semanas antes escreveu sobre o novo álbum da banda americana. Deixa duas filhas. 

Guillaume Le Dramp, 33 anos, estava no La Belle Equipe, um bar parisiense, com amigos.

Cedric Mauduit, francês, trabalhou para a Calvados, no noroeste de França. Jean Léonce, presidente do departamento onde Mauduit colaborou, disse que ele tinha ido ao concerto no Bataclan com cinco amigos, tornando-se num alvo de “terrorismo indiscriminado”. “A nossa tristeza é imensa”, escreveu num comunicado. A irmã de Cedric, que era fã incondicional dos The Rolling Stones e de David Bowie, lançou um apelo para que os músicos compareçam no seu funeral.

Kheirddine Sahbi, 29 anos, argelino. Os amigos tratavam-no por Didine.Era um virtuoso violinista e estudava na Universidade de Sorbonne, em Paris.

Lola Salines, trabalhava na La Boucherie de Paris e estava no concerto no Bataclan. Foi o seu pai que confirmou a morte no Twitter.

Nohémi Gonzales, americana, tinha 23 anos. Estudava na California State University, em Long Beach. Frequentava um semestre no Strate College of Design, em Paris. A escola confirmou a sua morte no Facebook. “Ontem, uma das nossas alunas e querida amiga de muitos estudantes, Nohemi Gonzales, foi brutalmente assassinada pelos cobardes do Isis em Paris”, escreveu Michael La Forte, do departamento de design, no Facebook. “Os nossos corações estão com os seus amigos chegados e família”. O diretor da Strade School of Design disse que outros alunos ficaram feridos nos ataques.

Ciprian Calciu, 32 anos, e Mariana Lăcrămioara Pop, 29 anos, romenos. Celebravam um aniversário no restaurante La Belle Equipe. Eram pais de um bebé de 18 meses. As autoridades na Roménia confirmaram que morreram ambos nos ataques.

Michelli Gil Jaimez, 27 anos, foi identificada pelas autoridades locais. Vinha de Tuxpan, uma cidade portuária em Veracruz, México. Felix Jose Gil Herrera, seu primo, confirmou a morte de Michelli, que tinha ficado noiva em outubro, no Facebook. 

Mohamed Amine Benmbarek. Marroquino, Benmbarek foi identificado por um familiar no Facebook. Benmbarek era recém-casado e a sua mulher também foi atingida durante os ataques. De acordo com Akram Benmbareke, seu primo, a mulher está no hospital em “estado crítico”.

Romain Didier, 32 anos, e Lamia Mondeguer, 30 anos, de ascendência francesa e egípcia. O casal de namorados decidiu dar um passeio na sexta-feira à noite, próximo da casa de Didier, na rue de Charonne. Foram ambos mortos. Romais jogava râguebi e era formado em artes dramáticas. Lamia tirou cinema e trabalhava com atores.

Valentin Ribet morreu no Bataclan. Era um advogado formado pela London School of Economics e Sorbonne. Morreu no concerto, confirma a empresa onde trabalhava, Hogan Lovells.

Aurélie de Peretti, 33 anos, vivia próximo de Saint Tropez, no sul de França. Era apaixonada por música e no verão costumava trabalhar num bar. A morte de Aurélie foi confirmada à Time pela irmã. “A minha única preocupação agora é a de conseguir levar o seu corpo para o sul de França”, disse Delphine, a irmã. 

Fabrice DuBois, 43 anos, morreu no Bataclan. A notícia chegou pelos colaboradores da sua empresa, a Publicis Conseil, uma agência de publicidade: “Os nossos pensamentos estão com a sua família, a sua mulher, filho, amigos, aqueles com quem trabalhava. Fabrice, já temos saudades tuas”. Deixa a mulher e dois filhos.

Pierre Innocenti, 40 anos e Stéphane Albertini eram administradores do restaurante de origem italiana “Chez Livio”, em Neuilly-sur-Seine, visitado por Alain Delon, Sarkozy ou Ibrahimovic. O restaurante é um dos pontos de paragem dos jogadores do Paris Saint- Germain.

Eric Thomé (na foto, em baixo, à esquerda) era reconhecido fotógrafo em Paris. Também estava no concerto. Max Pask, um amigo, escreveu que a sua mulher Laurence vai ser mãe nas próximas semanas.

Víctor Muñoz (na foto, em cima, à direita) era estudante de Digital Business em Paris. Estava num restaurante da Rue Charonne no momento dos ataques.

Elsa Veronique DelPlace, francesa, 35 anos, morreu com a mãe, Patricia San Martin Nunez, 62 anos, chilena, no Bataclã. Elsa era formada pelo Institut d´Etudes Supérieures des Arts. O ministério dos Negócios Estrangeiros chileno avançou que San Martin Nunez era sobrinha do embaixador do Chile no México. Mudou-se para Paris há 20 anos para fugir ao regime de Pinochet.

Christophe Lellouche, 33 anos, era membro da banda ØLIVER e trabalhava na Peugeot.

Veronique de Geoffroy Bourgies, 54 anos. Foi jornalista no Madame Figaro e na Vogue Homme, e ex-manequim. Adoptou duas crianças de Madagáscar, Melissa e Diego, e mais tarde fundou a associação Zazakely Sambatra, de apoio às crianças da região.

Hugo Serrade, 23 anos, morreu no Bataclan. Estudava na Universidade em Montpellier e estava em Paris a passar o fim-de-semana com o pai. “Hugo tocava guitarra e adorava rock. Ele era generoso e muito aberto a outras culturas e modos de vida”, disse o seu pai à imprensa francesa.

Germain Ferey, 36 anos, natural de Vienne-en-Bessin, França, mas vivia em Paris. Trabalhava em produção audiovisual. Perdeu a vida no Bataclan.

Milko Jozic, 47 anos, belga, era engenheiro. Era casado com Elif Dogan, 26 anos, turca. O casal vivia em Paris, na rua do Bataclan, há cerca de quatro meses.

Nicolas Classeau, 43 anos, era diretor no Insituto Universitário de Tecnologia (IUT) de Marne-La Vallée, desde 2013. Assistia ao concerto dos Eagles of Death Metal, no Bataclan, com a namorada que ficou ferida e está no hospital. Nicolas não sobreviveu.

Matthieu Giroud, 39 anos, era geógrafo e trabalhava com Nicolas Casseau no Instituto Universitário de Tecnologia (IUT) de Marne-La Vallée. Também estava no Bataclan, na noite de sexta-feira. Tinha um filho com três anos e a sua mulher espera outro bebé no mês de março.

Leiris, era mulher do jornalista da France Bleu, Antoine Leiris. O crítico de cinema escreveu uma carta emotiva no Facebook, dirigida aos terroristas, que está a tornar-se viral. Antoine fica com o filho, Melvil, que tem 17 meses.

Vocês não terão o meu ódio
Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.
Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.
Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar nos países das almas livres a que nunca terão acesso.
Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar-vos, eu quero juntar-me a Melvil que acorda da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio.”

Aqui, pode ver a versão original.

Raphaël Hilz, alemão com 28 anos. Era arquiteto na Renzo Piano e estava no restaurante Le Petit Cambodge.  Estudou em Munique e Copenhagua e trabalhou em Leipzig e Munique. Estava em Paris há seis meses. Também ajudou na criação de uma escola para 200 crianças na Zâmbia.

Romain Feuillade, 31 anos. Francês, crescceu em Gilly-sur-Isére, na região de Savoje. Foi viver para Paris atrás de um sonho: ser ator. Trabalhava no restaurante Les Cent Kilos. Era casado e estava no terraço fo restaurante La Belle Equipe na altura dos ataques.

Stella Verry, francesa, 36 anos. Era médica do Samu e também tinha o seu próprio consultório, um projeto recente. Jantava no restaurante Le Petit Cambodge e morreu nos ataques da rua Bichat. 

Sven Silva, 29 anos, venezuelano. Vivia em Palma de Maiorca e estava em Paris a passar o fim-de-semana para visitar um amigo do Instituto Universitário de Tecnologia de Caracas, onde fez a licenciatura. Morreu no Bataclan.

Ariane Theiller, 24 anos, francesa. Era estudante de mestrado na Universidade de Estrasburgo. Morreu durante o ataque ao Bataclan

Quentin Mourier, francês com 29 anos. Era arquiteto e conhecido da comunidade agrícola francesa. Morreu no Bataclan.

Cédric Gomet, 3o anos, francês. Era guitarrista de uma banda de rock e trabalhava no canal TV5 Monde.

Suzon Garrigues, francesa, 21 anos. Era estudante de letras modernas aplicadas, na Universidade Paris-Sorbonne. Morreu no Bataclan.

Justine Moulin, 23 anos. Nasceu na Normandia e vivia em Paris, onde estudava. Morreu no ataque ao restaurante Le Petit Cambodge.

Isabelle Merlin, artistas francesa. Estava no Bataclan durante os ataques.

Renaud le Guen, francês, 29 anos. Ia casar-se em breve. Morreu no Bataclan. Le Guen trabalhava para uma empresa de camiões e autocarros, segundo o jornal Le Parisien.

Anne Cornet-Guyomard, francesa. Assistia ao concerto no Bataclan com o marido Pierre-Yves Guyomard, que era técnico de som na ESRA, faculdade de audiovisual francesa. Ambos morreram.

Thibault Rousse Lacordaire, francês. Morava em Paris e era controller na empresa Colony Capital. Morreu no ataque ao Bataclan. 

Anna Petard Lieffrig, 24 anos. Estava no Le Petit Cambodge. Era designer e trabalhou na ONG Repórteres Sem Fronteiras. A irmã, Marion Lieffrig-Petard, de 30 anos, também morreu no local. Marion era estudante do 1º ano de Mestrado de Francês-Italianona Universidade de Sorbonne. Era apaixonada por música e viagens, tinha acabado de voltar de estudos em Barcelona, em Espanha, e preparava-se para o segundo ano em Palermo, na Itália. 

Gilles Leclerc, francês, 32 anos. Era florista no norte de Paris, e estava no Bataclan com a mulher, Marianne Labanane. A selfie dos dois com uma cerveja na mão na casa de shows rodou a internet e mobilizou uma busca pelo rapaz, que depois foi dado como morto. Marianne sobreviveu. Na página de Facebook criada pela família de Gilles para obter informações, a morte foi confirmada. “É preciso manter a imagem de Gilles de um jovem simpático, sensível, apaixonado por flores, música e F1. Um filho, um irmão, um namorado e um amigo reservado, mas com muito amor, de ternura e de amizade para compartilhar”, lê-se. O francês era fã de rock e tatuagens.

Gregory Fosse, francês, 40 anos. Era programador musical do canal francês D17. Na cidade de Gambais, onde nasceu, preparou uma vigília em sua homenagem. 

Sébastien Proisy,  francês, 37 anos. Consultor internacional de negócios, morreu à porta do Le Petit Cambodge. Tinha saído do restaurante para acompanhar um amigo que fumava. Foi alvejado nas costas.

Emilie Meaud, francesa, 27 anos. Arquiteta, trabalhava na empresa Chartier Dalix. Morreu com sua irmã gémea, Charlotte Meaud, num dos ataques aos restaurantes parisienses. Charlotte  trabalhava em comunicação na start-up Scientipôle e seguia uma carreira científica.

Chloé Boissinot, francesa, 25 anos. Morreu num dos ataques aos restaurantes na capital francesa. Trabalhava no restaurante Le Verre Volé, que a homenageou.

Fanny Minot, francesa, 29 anos. Trabalhava na emissora francesa Canal +. Morreu na sala de espetáculos Bataclan.

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