Ele chama-se José, nasceu em Penacova e gosta de ir ao cinema. Ela chama-se Lurdes, cresceu no Alqueidão e prefere uma sessão de danças de salão. Não têm nada em comum. Ou melhor, quase nada. É que, na verdade, ambos têm 68 anos e acabaram de fazer “correspondência” no Stitch, uma aplicação em tudo semelhante ao Tinder se não fosse o facto de ter sido concebida para a terceira idade.

Stitch funciona como a aplicação que os jovens usam para encontrar novos namorados – ou simples amigos. O utilizador começa por criar um perfil onde explicita a informação que quer tornar pública e os interesses que tem. A seguir, explora os perfis dos outros utilizadores e carrega num botão vermelho se gostar do que vê. Se do outro lado também houver interesse, ambos são notificados de que houve “correspondência” e podem começar a conversar.

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Acontece que Tinder e Stich têm algo que os separa: o primeiro tem um posicionamento mais leviano – o ideal para os mais jovens que procuram novos amigos ou relações (e até para os fãs de one night stands) -, enquanto o segundo pretende “ser um site de ligações românticas ou amores platónicos”. É o que explica Marcie Rogo, co-fundadora do Stitch, à CNBC.

A aplicação está disponível desde julho de 2014 e vai mais longe do que uma simples conversa: Stitch permite ainda ficar a conhecer atividades locais, planear viagens ou participar em fóruns, quer no telemóvel, quer no tablet ou computador. Nos primeiros seis meses, a empresa conseguiu lucrar 1 milhão de dólares (940 mil euros), afirma o Daily Mail. E este mês já conseguiu aumentar o número de utilizadores de 18 mil para 25 mil.