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Uma deputada do parlamento dinamarquês, Mette Gjerskov, queria publicar na sua página de Facebook um link para o seu blogue, onde tinha uma fotografia de uma estátua em bronze da Pequena Sereia, situada em Copenhaga. O Facebook enviou uma notificação com uma rejeição, dizendo que a imagem tinha “demasiada pele exposta ou [demasiada] conotação sexual”. E acrescentava que a censura à nudez se aplicava mesmo que a imagem tivesse “propósitos educacionais ou artísticos”, relata a BBC.

Mette Gjerskov não gostou: descreveu a decisão de censura como “totalmente ridícula”. E deu mais informações sobre o caso: segundo a deputada dinamarquesa, o Facebook acabou por aprovar a publicação, que direcionava para a imagem. Esta é mais uma polémica sobre as regras da rede social. Em setembro de 2015, por exemplo, segundo relata a BBC, o Facebook viria a censurar uma imagem de uma pintura, partilhada por uma organização que promove o turismo na Dinamarca, pela mesma razão: nudez. Mais tarde, tal como agora aconteceu, reverteria a posição e assumia ter cometido um “erro”.

As duas situações são apenas algumas das polémicas que levaram o Facebook, em março, a clarificar as suas regras quanto à inclusão de imagens com nudez na rede. Aí, o Facebook explicava: proibia a nudez, é certo, mas não em “pinturas, esculturas” e outras formas de arte. Acontece que, só na Dinamarca, o erro já aconteceu duas vezes depois de o Facebook ter clarificado as suas políticas. E nas duas vezes teve de recuar.

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