As remessas dos emigrantes portugueses subiram 18,02% em novembro de 2015 em relação a idêntico mês de 2014, aumentando de 237,77 milhões de euros (ME) para 280,55 ME, indica o Boletim Estatístico do Banco de Portugal (BdP).

Segundo o relatório, em sentido oposto, as remessas dos imigrantes residentes em Portugal para os países de origem desceram 6,91%, baixando de 40,92 ME para 38 ME.

Em relação aos países lusófonos, só existem dados da variação homóloga sobre Angola e Brasil, deixando de fora Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como a região de Macau.

No entanto, o BdP avança com os dados totais das remessas nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), que dão conta que os emigrantes portugueses enviaram em novembro de 2015 para Portugal 20,83 ME, mais 6,33% do que em idêntico mês de 2014 (19,59 ME).

De Angola, e no mês em referência, os emigrantes portugueses enviaram 20,01 ME para Portugal, mais 6,44% do que os 18,8 ME remetidos em novembro de 2014.

Em sentido inverso, os angolanos residentes em Portugal enviaram um montante de 1,67 ME para Angola, valor que desceu 10,22% em relação aos 1,86 ME no mesmo mês do ano anterior.

Do Brasil, e também em novembro de 2015, chegaram a Portugal 1,6 ME, menos 3,3% do que idêntico mês de 2014, quando foram remetidos 1,65 ME.

De Portugal para o Brasil seguiram 14,96 ME, valor inferior em 21,51% quando comparado com os 19,06 ME enviados em 2014.

Fora do âmbito lusófono, e tendo sempre em conta a variação homóloga de novembro de 2014 e idêntico mês de 2015, o maior destaque vai para os emigrantes portugueses nos Estados Unidos que, apesar de não serem os que mais dinheiro enviaram para Portugal, foram os que mais subiram em percentagem, com 78,45%.

Subindo de 12,02 ME em 2014 para 21,45 ME, as remessas dos emigrantes portugueses nos Estados Unidos surgem atrás das dos que residem em França (83,8 ME – mais 30,31% do que em novembro de 2014), Suíça (69,27 ME – 7,73%) e Reino Unido (24,65 ME – 52,82%).

Em quinto lugar surge as remessas dos emigrantes na Alemanha (20,81%, menos 2,8% do que em novembro de 2019), Luxemburgo (9,56%, mais 34,84%) e Itália (330 mil euros, menos 13,16%).

Em sentido contrário, e também fora do âmbito lusófono, os imigrantes franceses e espanhóis a residir em Portugal foram os únicos a enviar remessas em valor superior a um milhão de euros, embora os montantes tenham diminuído, respetivamente, 2,4% e 3,74%.

As remessas para França desceram de 1,67 ME para 1,63 ME, enquanto as para Espanha baixaram de 1,07 ME para 1,03 ME, à frente das enviadas para os Estados Unidos, que subiram 9,09% no período em análise, aumentando de 660 mil euros para 720 mil euros.

Para o Reino Unido seguiram 510 mil euros (menos 35,44% do que os 790 mil euros registados em novembro de 2014), para a Alemanha 390 mil euros (2,63% – 380 mil euros) e para a Suíça 320 mil euros (menos 27,27% – 440 mil euros).

Itália e Luxemburgo mantiveram a mesma percentagem de um ano para o outro (0%), com os italianos a enviarem 140 mil euros e os luxemburgueses quatro mil euros.