O índice de confiança dos consumidores portugueses atingiu os 66 pontos no final de 2015, o valor mais elevado dos últimos anos, uma subida de sete pontos em relação ao início do ano, mas ainda abaixo da média europeia. De acordo com o “Estudo Global de Confiança dos Consumidores”, da Nielsen, “Portugal fecha 2015 com um índice de confiança de 66, representando uma subida de sete pontos face ao início do ano e de 11 pontos face ao período homólogo”, mas continua abaixo da média europeia, que foi de 81 pontos no final de 2015.

A segurança no emprego continua a ser a principal preocupação dos portugueses, com 84% dos inquiridos sem boas perspetivas de emprego para os próximos 12 meses. Espanha, Itália e França apresentam a mesma preocupação, com valores muito próximos — 70%, 79%, 75% respetivamente, sendo a Grécia a mais pessimista no grupo dos países mediterrânicos, com 90%.

Entre as principais preocupações dos portugueses, está o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal que regista 14%, contra 4% de média europeia, o que faz de Portugal um dos países europeus mais conscientes sobre este tema, revela o estudo.

Ainda assim, os portugueses estavam no final de 2015 mais confiantes, com 30% dos inquiridos a afirmar ter boas perspetivas em relação à sua situação financeira pessoal, valor que no final de 2014 era de 19%.

Depois de cobrir todos os gastos essenciais, 24% dos inquiridos dizem optar por despender o seu dinheiro extra em entretenimento fora de casa, percentagem que durante o mesmo período em 2013, no pico da crise, registava 13%.

No último estudo da Nielsen, o receio face ao terrorismo aumenta expressivamente, com 22% dos inquiridos na Europa e 27% na América do Norte a mostrarem-se preocupados, constituindo uma das principais preocupações a curto prazo.

Em França, 15% declaram estar preocupados com o terrorismo, sendo assim a sua segunda maior preocupação nos próximos seis meses.

O relatório internacional “Estudo Global de Confiança dos Consumidores” é realizado junto dos utilizadores de Internet de 61 países e não no total da população.