O presidente da Câmara do Porto voltou a criticar a estratégia da TAP para a região alegando, na segunda-feira à noite, que a empresa, “nos últimos 12 anos, não se tem comportado como uma transportadora nacional”. Numa reunião da assembleia municipal, Rui Moreira reafirmou as suas críticas à companhia aérea por querer acabar com voos de médio curso e intercontinentais entre o Porto e algumas cidades europeias e do continente americano.

O autarca afirmou que o Norte deve “fazer tudo para encontrar soluções” se a TAP ficar em mãos privadas.

“Se for uma empresa pública, temos de exigir ao Governo que demita quem lá está, que deu cabo do negócio no Brasil, não foi em Portugal”, completou, considerando que a companhia também tratou mal Faro e Ponta Delgada e que esta cidade açoriana ficou a ganhar desde que começou a ter voos de baixo custo.

O Governo atual quer reverter a privatização da TAP e trazê-la de novo para a esfera pública. Neste caso, Rui Moreira defendeu que se devem “pedir satisfações ao Governo” e perguntar-lhe se os contribuintes têm de pagar por uma empresa pública que privilegia Lisboa e ignora os restantes aeroportos.

“A TAP, nos últimos 12 anos, não se tem comportado como uma transportadora nacional. A história de que é um ativo estratégico para o país e para a diáspora é uma balela. Não é verdade. Os sucessivos governos têm permitido uma gestão da TAP que, objetivamente, não interessa à diáspora, aos emigrantes e ao Porto”, argumentou.

Rui Moreira declarou simpatizar com as companhias de baixo custo Ryanair e EasyJet.

“Pelo menos, transportam-nos, não custam dinheiro ao erário público, têm bases no Porto” e criam emprego, salientou. “Não nos vamos calar”, garantiu ainda.