Centenas de pessoas reuniram-se em várias capitais europeias numa manifestação conjunta, organizada pelo movimento Pegida. Estes protestos visavam a islamização dos países europeus no meio da onda de milhares migrantes que chegam diariamente às costas de Itália ou da Grécia. Várias pessoas foram detidas nestes protestos.

Uma das cidades com maior adesão a este protesto foi Calais, no norte de França, onde vários migrantes se instalaram em campos para tentarem passar para o Reino Unido através do Túnel da Mancha – haverá cinco mil pessoas a viver no que chama “a selva” de Calais, campos de migrantes onde não há acesso a condições de vida condigna. Em Calais, durante os protestos desta amanhã foram detidas doze pessoas.

Tal como as manifestações iniciais em Dresden, o movimento pede agora por toda a Europa o fim da islamização da sociedade e com a chegada ilegal de mais de um milhão de pessoas à Europa apenas em 2015, estes protestos têm vindo a ganhar força. Na Alemanha, os manifestantes afirmaram que era preciso defender novamente as fronteiras da Europa e pediram a demissão de Merkel.

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Em Praga, mais de 5000 pessoas saíram à rua para se manifestarem contra os migrantes, mas houve também uma contra-manifestação, gerando conflitos entre os dois grupos e a polícia teve de intervir. Em Dublin, houve rixas entre as pessoas que se juntaram para participar na primeira ação da Pegida no país e os seus opositores.

Em Amesterdão, a polícia de choque prendeu mais de uma dúzia de manifestantes, quer da Pegida, quer participantes numa contra-manifestação, tendo cada grupo reunido algumas centenas de apoiantes. O grupo anti-Pegida usou uma faixa preta e amarela onde se lia “Bem-vindos, refugidados”, enquanto que do outro lado, os manifestantes empunhavam bandeiras holandesas e cartazes a dizer “Islamitas não são bem-vindos”.

No Reino Unido, na cidade de Birmingham, a polícia deu conta de cerca de 150 apoiantes da Pegida terem saído à rua, enquanto se juntaram 60 opositores daquela organização.