Não haverá corte de um subsídio, seja de Natal seja de férias, garante o Ministério da Economia, pondo fim à polémica que se instalou este fim de semana. A dúvida instalou-se na sequência de uma conferência de Manuel Caldeira Cabral para explicar o Orçamento do Estado, este sábado, em Braga, e de Luís Marques Mendes ter feito eco de uma notícia que dava conta da possibilidade de o Governo poder lançar como medida de plano B o corte de um dos subsídios.

“Não há previsão de mais medidas”, incluindo “corte de subsídios”, disse ao Observador fonte oficial do Ministério da Economia. O Ministério desmente assim a existência do corte num dos subsídios como plano de recurso caso algo corra mal nas contas públicas.

Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, foi até Braga este fim de semana para uma sessão de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado para este ano, tal como todos os ministros durante este fim de semana. Ora, na sequência da conferência, o Diário do Minho noticiava que o ministro “não excluía a necessidade de corte de um subsídio”. A notícia foi ampliada por Marques Mendes que, no comentário habitual de domingo na SIC Notícias, disse esperar que esta informação seja “rapidamente desmentida”. Ou então “parece que se estão a repor os salários aos funcionários públicos por um lado, para depois se tirar por outro”.

O Ministério vem agora dizer que houve uma má interpretação das palavras do ministro que respondeu ao jornal que “há uma abertura [do Governo] no quadro da negociação com a União Europeia e do semestre europeu. O que se falou sobre a necessidade de acompanhar e de monitorizar a necessidade de mais medidas até abril é o que é normal no quadro europeu”.