As mudanças que os Governos estão sucessivamente a incorporar na legislação fiscal é o que mais preocupa cerca de 71% das empresas portuguesas, avança o estudo European Tax Survey, divulgado pela Deloitte esta segunda-feira.

A maioria (57%) dos profissionais inquiridos diz que a alteração com mais impacto positivo para as empresas seria uma simplificação do sistema fiscal. Cerca de 52% afirmou que seria uma maior segurança jurídico-fiscal.

“A incerteza fiscal continua a ser uma das principais preocupações da maioria dos responsáveis fiscais nacionais inquiridos”, assinala Carlos Loureiro, líder do departamento de consultoria fiscal da Deloitte em Portugal.

Os portugueses inquiridos no estudo consideram que a instabilidade fiscal é, sobretudo, motivada pelas alterações frequentes à legislação (69%), pela resolução das disputas fiscais (41%) e pelas tomadas de decisão das autoridades fiscais (36%).

Metade das empresas inquiridas no estudo, que inclui Portugal e outros países da Europa, Médio Oriente (EMEA) e África, afirma que Portugal é o país mais exigente para operar, com Itália e Espanha na segunda e terceira posição, por acusa da “elevada incerteza fiscal que se vive no país”. Contudo, outros 50% consideram que Portugal, Espanha e Holanda são os países mais favoráveis para as suas operações.

Enquanto 52% dos inquiridos globais considera que existe um nível mais elevado de escrutínio e discussão da estratégia fiscal corporativa nas organizações onde trabalham, em Portugal essa percentagem desce para 48%. .

O European Tax Survey analisa o impacto das atuais mudanças no âmbito da fiscalidade e as principais tendências dos profissionais da área fiscal, em Portugal e na região EMEA. Participaram na edição de 2015, 803 profissionais de 28 países da zona EMEA, 96 dos quais portugueses.