As desigualdades salariais entre homens e mulheres estão longe de afetar apenas Hollywood, tema frequente na imprensa internacional. Esta quinta-feira é notícia que a mesma luta estende-se agora ao futebol feminino, com cinco jogadoras da seleção nacional norte-americana a acusarem a Federação de Futebol dos Estados Unidos da América de discriminação salarial. O grupo de estrelas apresentou queixa junto da Comissão para a Igualdade de Oportunidades no Emprego.

Num comunicado de imprensa divulgado esta quinta-feira, os advogados das jogadoras — Carli Lloyd, considerada a melhor jogadora do campeonato do mundo de 2015, e uma das melhores do mundo, Alex Morgan, Hope Solo, Megan Rapinoe e Becky Sauerbrunn — argumentam que a seleção masculina daquele país ganha quase quatro vezes do que a equivalente feminina, isto apesar de a USWNT (sigla para U.S. Women’s National Team) ter sido responsável por quase 20 milhões de dólares (quase 18 milhões de euros) em receitas em 2015.

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Ainda falando em valores, enquanto um jogador masculino ganha 5 mil dólares (cerca de 4 mil euros) se perder um jogo particular e até 17.625 dólares (perto de 16 mil euros) caso ganhe contra um oponente de topo, uma jogadora recebe 1.350 dólares (mais de 1000 euros) num jogo semelhante, apenas se sair vencedora; as mulheres não ganham bónus caso percam ou empatem, escreve o New York Times. Estas e outras disparidades estão na base da queixa apresentada pela seleção feminina.

O mesmo jornal lembra que a seleção nacional feminina já ganhou três campeonatos do mundo e quatro medalhas de ouro olímpicas, enquanto o título mais notável da equipa masculina nos últimos 50 anos foi a participação nos quartos-de-final do campeonato do mundo de 2002.