Knock Knock. Who’s there? Tinder is. O Tinder anunciou esta terça-feira ter adquirido a Humin, uma startup de São Francisco, cuja app principal, a Knock Knock, permite que as pessoas que estão no mesmo espaço estabeleçam diálogo, através da aplicação. O negócio resulta da vontade do Tinder em tornar-se uma aplicação mais abrangente, explica a TechCrunh. A ideia é ligar pessoas que estejam fisicamente próximas, independentemente do tipo de relação – amorosa ou não – que queiram estabelecer.

Até aqui, o Tinder tem funcionado maioritariamente como uma aplicação de encontros de cariz amoroso. A Knock Knock, por sua vez, trabalha num mercado relativamente semelhante, mas mais abrangente, embora com muito menos utilizadores: um milhão, face aos 49 milhões registados no Tinder. A aplicação, bastante utilizada em campus universitários dos Estados Unidos, permite a interação entre pessoas que se encontrem apenas a menos de 45 metros de distância. Seja qual for o motivo: profissional, social ou emocional.

Uma das características que diferencia as duas aplicações é que a Knock Knock organiza os contactos das pessoas que se encontrem no mesmo espaço com informação contextual, ajudando os utilizadores a perceber com que pessoas, desse espaço poderão ter uma maior ligação. Uma espécie de “Shazam para as pessoas”, como diz a The Next Web.

A Knock Knock nasceu do desejo de “ajudar as pessoas a gerirem as suas relações [amorosas ou de amizade] e a ligarem-se a um amigo — ou a um amigo de um amigo — que se encontre por perto”, explicou o cofundador da Humin, Ankur Jain, em declarações citadas pela revista Inc.

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Ambos [Tinder e Humin] queremos ajudar pessoas a estabelecer relações no mundo real. O Sean [Rad, fundador e CEO do Tinder] percebeu isso e aplicou-o aos encontros. Agora queremos crescer para novos mercados e em novos espaços, por forma a torná-lo [ao Tinder] uma rede social no mundo físico”, acrescentou o responsável.

O fundador e líder do Tinder disse, citado pela revista Forbes, que “a Humin tem construído tecnologia que é muito relevante para os projetos” que a empresa tem para o futuro e que tem conseguido resolver problemas que o Tinder precisava de resolver. “Para conseguirmos fazer aquilo que temos em mente para este ano”, disse.

Os detalhes sobre o negócio não foram tornados públicos. Mas a Forbes adianta que a equipa que trabalha na Humin — que é composta por 14 colaboradores, segundo a Mashable — deverá passar a trabalhar para o Tinder, a partir da anterior sede da startup em São Francisco, que passará a funcionar como escritório do Tinder na região.

Para além de cederem a sua mais-valia tecnológica e humana, os dois cofundadores da Humin, Ankur Jain e David Wyler, ficarão responsáveis pela expansão geográfica do Tinder, ajudando a marca a adaptar-se aos costumes e à cultura dos países em que se encontra presente. “Precisamos de adaptar o [nosso] produto para que se adeque melhor às diferentes culturas e mercados” em que o Tinder está presente, explicou Sean Rad.

Os dois cofundadores da Humin desempenharão diferentes cargos na empresa liderada por Sean Rad. Ankur Jain passará a deter o cargo de vice-presidente de produto do Tinder, ao passo que David Wyler se tornará vice-presidente da área das parcerias da empresa.