A Polícia Federal (PF) do Brasil iniciou a 27.ª fase da Operação Lava Jato, que investiga os casos de corrupção da petrolífera brasileira Petrobras, anunciou o Ministério Público.

Em causa está, nesta fase, a recolha de provas sobre um esquema de branqueamento de capitais a partir do Banco Schahin, que podem ter beneficiado o Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente Dilma Rousseff.

Batizada pelos agentes de Carbono 14, a operação cumpre desde o início da manhã mandados de prisões temporárias, ordens de busca e apreensão e conduções coercivas para investigar crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e branqueamento de dinheiro.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT foi um dos alvos de condução coerciva (obrigado a depor mesmo contra vontade), tendo sido enviados mandados de prisão contra o empresário Ronan Maria Pinto e o ex-secretário geral do PT Silvio Pereira.

Em comunicado hoje divulgado, o Ministério Público indica que está em investigação uma transação de 6 milhões de reais (1,7 milhões de euros) provenientes do crime de gestão fraudulenta do Banco Schahin terá sido realizada para beneficiar o PT. Este valor teria sido depois desviado da Petrobras.

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Segundo as autoridades judiciais, o empresário Jose Carlos Bumlai e amigo pessoal do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já foi preso pela Lava Jato, teria contraído um empréstimo suspeito junto ao banco em outubro de 2004 no montante de 12 milhões de reais (três milhões de euros).

O crédito, na realidade, “tinha por finalidade a quitação de dívidas PT e foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, realizada pela Petrobras, em 2009, ao custo de 1,6 mil milhões de dólares” (1,3 mil milhões de euros), refere o Ministério Público.

Para fazer os recursos chegarem ao destinatário final, teria sido arquitetado um esquema de branqueamento de capitais, envolvendo pessoas ligadas ao PT e terceiros envolvidos n