Os indícios recolhidos sobre a morte de Joel Rafael, um estudante universitário de 20 anos, no Porto sugerem que houve “uma queda involuntária” da própria vítima, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária.

A Justiça vai continuar a recolher depoimentos dos elementos envolvidos, mas todos os indícios “recaem sobre a hipótese da queda como razão da morte do estudante, na sequência de uma desavença”, embora falte ainda conhecer os resultados da autópsia.

A queda dever-se-á a uma intervenção voluntária de uma amiga que tentou separar a vítima dos agressores. E foi nessa separação que terá caído e não voltou a levantar-se”, explicou à Lusa fonte da Polícia Judiciária explicando que estas informações têm na sua base as diligências da Judiciária e a recolha de imagens captadas por câmaras de videovigilância.

As hipóteses de a rixa entre grupos de estudantes ou praxes académicas ser a causa direta da morte do estudante natural de Baião, estão para já afastadas, adiantou a mesma fonte policial. Relatos iniciais davam conta que o estudante terá sido morto à pancada por quatro suspeitos.

O Observador apurou junto a fonte da PJ no Porto que os intervenientes já foram identificados e que estarão a prestar informações para as autoridades. Apesar de não apontar o número de envolvidos no incidente, garantiu que se trata de “bem mais do que quatro pessoas”.

Em declarações à Lusa, fonte da Polícia Judiciária do Porto informou que o registo da ocorrência chegou àquela polícia às 05:49, hora em que foi “ativada a secção de investigação de homicídios” e foi ativado de imediato o serviço de “perícia criminalística”. Joel foi assistido pelo INEM e veio a morrer no Hospital de São João do Porto.

O caso ocorreu na via pública, na zona do polo universitário da Asprela no Porto. A vítima estudava do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto.

Em entrevista à CMTV, o diretor de comunicação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Carlos Oliveira, afirmou que não houve festa no edifício da instituição na noite do incidente e que os alegados agressores “não são da faculdade”.

O jornal Público descreve que a festa aconteceu num edifício da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia, no perímetro da faculdade, e que na sequência do espancamento, o estudante terá batido com a cabeça no chão, o que lhe provocou um traumatismo craniano fatal.

Por meio de um comunicado à imprensa, o Instituto Politécnico do Porto e o ISCAP garantiram esta sexta-feira que estão em “contacto direto, desde as primeiras horas da manhã com as autoridades policiais e académicas de modo a compreender as circunstâncias em que o estudante morreu”. A Associação de Estudantes do ISCAP também publicou uma nota na sua página oficial no Facebook a lamentar a morte de Joel e disponibilizou-se “para prestar todo o apoio” que for solicitado.

No Facebook de Joel Rafael, já vários amigos colocaram mensagens de condolências. Rafael partilhava vários momentos naquela rede social.

O Jornal de Notícias recorda que foi em maio de 2013 que um estudante da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto foi abatido a tiro quando tentou resistir a um assalto à mão armada, também na sequência de uma festa festa académica. Os assaltantes tentavam chegar à tesouraria da Queima das Fitas.