Cerca de 7000 pessoas manifestaram-se esta quarta-feira em Atenas contra o governo de esquerda liderado por Alexis Tsipras, apelando à sua “demissão”.

A adesão à manifestação, que juntou cerca de 7.000 pessoas, foi considerada “satisfatória”, mas para um dos animadores da iniciativa, Giorgios Koutsoukos, terá ficado aquém das expectativas.

Em Tessalónica, cidade do norte do país, apenas uma centena de pessoas responderam ao apelo para se manifestarem pela demissão de Tsipras, constatou a agência France Presse (AFP).

A maioria das pessoas que se manifestaram em Atenas são trabalhadores do setor privado que têm sido atingidos pela carga fiscal e cortes sociais impostos pelo governo chefiado por Tsipras mediante a pressão dos financiadores do país: a União Europeia e o FMI.

“Nós queremos um governo de tecnocratas mas que não seja dirigido por Tsipras”, afirmou à AFP M.Koutsoukos, 52 anos, que exerce uma profissão liberal.

Empregada do setor privado, Barbara Antypas, 43 anos, afirmou que “o que se passa na Grécia é uma farsa” e que Tsipras é “incapaz de fazer as reformas necessárias”, designadamente no setor público.

Apesar das promessas de romper com a austeridade, Alexis Tsipras negociou em maio um novo acordo com a União Europeia e com o FMI destinado a injetar 10,3 milhões de euros na economia grega.

O novo acordo inscreveu-se no acordo concluído em julho de 2015 para evitar que a Grécia saísse da zona euro.