As assembleias de voto abriram esta manhã em Espanha às 9:00 locais (8:00 em Lisboa) para recolher os votos dos mais de 36,5 milhões de eleitores que decidirão a distribuição dos 350 lugares do Congresso dos Deputados e dos 208 do Senado.

Nestas eleições legislativas há 22.953 assembleias de voto espalhadas por 52 subscrições para o Congresso dos Deputados e 59 para o Senado, que encerram às 20:00 (19:00 em Lisboa), exceto nas ilhas Canárias, onde todo o processo decorre uma hora mais tarde.

Cerca de 92.870 agentes das forças de segurança irão assegurar a boa ordem destas eleições, que se realizam seis meses depois das últimas.

Desde as eleições de 20 de dezembro, os partidos políticos foram incapazes de chegar a acordo para assumir as responsabilidades governativas.

As últimas sondagens indicam que o PP (Partido Popular, de direita), do chefe de governo de gestão, Mariano Rajoy, deverá continuar a ser o mais votado, chegando aos 30% dos votos, quando nas últimas eleições, em dezembro, alcançou 28,7%.

A grande surpresa deverá ser o Unidos Podemos (uma aliança de radicais de esquerda, comunistas, ecologistas e partidos regionais) que as sondagens indicam poder chegar aos 26% dos votos e ultrapassar o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), que nos últimos 35 anos alternou à frente do governo espanhol com o PP.

O PSOE poderá ser o fiel da balança, com as sondagens a darem cerca de 21% dos votos, quando em dezembro obteve 22%, e a ter de tomar a difícil decisão de se coligar à esquerda ou à direita, o que lhe poderá tirar ainda mais votos para o futuro.