No final do verão de 2015 propus ao padre e poeta José Tolentino de Mendonça produzir uma série de conversas com figuras publicas (das artes, letras, ciências, música, desporto, política, jornalismo) que tivessem Deus como epicentro. E, como fio condutor, a influência que Deus tivera (ou não) na vida de cada um. Nas escolhas, nas decisões, no caminho, na vontade, na responsabilidade, no alcançado e no não alcançado.

Foi assim que no dia 18 de Novembro do ano passado me sentei diante de Fernando Santos, na Capela do Rato. Exactamente uma semana após ter feito o mesmo com a candidata presidencial Maria de Belém e quinze dias após ter conversado com Marcelo Rebelo de Sousa, numa série de diálogos onde se escutou também Pedro Mexia, João Taborda da Gama, Assunção Cristas, Jorge Silva Melo ou Carminho, entre outros.

Dado o calendário da seleção, auscultei com bastante antecedência Fernando Santos sobre a possibilidade desta conversa — que foi, aliás, prontamente e simpaticamente acolhida — chegando-se rapidamente a uma data.

Nota curiosa: na noite em que Portugal foi campeão, recebi várias mensagens de gente que estivera presente na sessão da Capela do Rato em Novembro: não só não tinham esquecido um entrevistado impressivo e que deixara forte marca na plateia como relacionaram alguns dos passos dessa conversa com algumas passagens da “carta” que Fernando Santos voltou a ler, na sua conferência de imprensa, após a vitória contra a França.