O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, declarou hoje que o eventual restabelecimento da pena de morte, evocado na Turquia na sequência da tentativa de golpe de Estado, precisa de um debate parlamentar.

“É uma questão que deve ser pensada cuidadosamente, debatida no parlamento e que precisa de uma revisão da Constituição”, declarou o chefe do Governo turco.

“Não é aconselhável tomar uma decisão precipitadamente, mas a exigência do povo não pode ser ignorada”, afirmou Yildirim.

Em Bruxelas, a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, avisou que nenhum país se tornará membro do espaço comunitário se introduzir a pena de morte.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

“Vou ser muito clara, nenhum país se tornará um Estado-membro da UE se introduzir a pena de morte”, disse, em resposta a uma questão, em conferência de imprensa, sobre eventuais impactos nas negociações de uma eventual reposição da pena de morte na Turquia.

O aviso de Mogherini surgiu depois de o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter colocado a hipótese de repor a pena de morte no país, na sequência de uma tentativa de golpe de Estado e como forma de punir os envolvidos nos acontecimentos de sexta-feira.

Mais de 7.500 pessoas foram detidas no âmbito do inquérito à tentativa de golpe de Estado na Turquia, afirmou o primeiro-ministro Binali Yildirim.

Entre os 7.543 suspeitos em detenção preventiva, contam-se 6.038 militares, 755 magistrados e 100 agentes da polícia, afirmou o chefe do Governo turco. O número total de mortos é de pelo menos 308, disse.