Depois de Donald Trump ter feito, em Junho de 2015, da marca da oval um dos seus alvos, ao acusá-la de querer despedir os seus empregados nos Estados Unidos e passar toda a produção para o México, eis que a Ford decidiu ripostar. E fê-lo por intermédio do seu CEO, Mark Fields, que, em entrevista à CNN, rebateu as acusações do candidato presidencial, não deixando de acusá-lo implicitamente de distorcer a verdade. “É realmente uma pena quando a política se intromete no meio de factos”, disse Mark Fields.

Segundo o responsável máximo da Ford, a decisão de construir uma nova fábrica no México “não implicará qualquer despedimento nos EUA”. O CEO garantiu inclusivamente que “o principal mercado de investimento” da marca “continuará a ser os Estados Unidos”.

Na entrevista, Fields aproveitou para recordar que a Ford criou, só nos últimos cinco anos, 28 mil novos postos de trabalho, tendo investido mais de mil milhões de euros no sector produtivo norte-americano.

No entanto, e apesar das certezas de que estão assegurados os postos de trabalho e o investimento nos EUA, o CEO da Ford também não desmentiu a intenção de transferir a produção dos modelos Focus e C-Max para a nova unidade fabril mexicana. Explicou, contudo, que os modelos que vão ser deslocados disputam um segmento em que o preço baixo é essencial para serem competitivos no mercado, mas que o seu lugar nas fábricas americanas vai ser ocupado por dois novos modelos da marca, mais sofisticados e de valor superior.