Com o objectivo de tornar mais fácil e fluido o dia-a-dia dos condutores nas grandes cidades, a Ford está a testar uma nova tecnologia que visa garantir que as deslocações de automóvel possam ocorrer sem o constante pára-arranca. Nomeadamente, em consequência dos sucessivos sinais luminosos que ficam vermelhos.

Segundo estudos citados pela marca, só no Reino Unido, os condutores passam o tempo correspondente a dois dias por ano nos sinais vermelhos. Razão pela qual o fabricante norte-americano avançou na procura de soluções que permitam, pelo menos, atenuar este dissabor.

A nova tecnologia, a que a Ford deu o nome de “Green Light Optimal Speed Advisory” e que, segundo o fabricante, visa ajudar os seus automóveis a “cavalgarem a onda verde”, tem por base a ligação automática via wireless dos veículos a um sistema de informação, contendo os timings dos sucessivos sinais luminosos. Com base nestes dados, o condutor é aconselhado acerca da velocidade mais adequada a que deve seguir, de forma a encontrar o sinal verde.

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Já em testes no Reino Unido, a Ford procura agora demonstrar a validade desta tecnologia, numa utilização do dia-a-dia, ao consórcio responsável pelo projecto UK Autodrive, o qual conta com um financiamento público na ordem dos 22 milhões de euros para desenvolver e testar sistemas de conectividade veículo-a-veículo (V2V) e Veículo-a-Infraestruturas (V2I), de modo a tornar menos stressante e demorada a condução em cidade. Melhorando, ao mesmo tempo, a eficiência em termos de consumo de combustível.

Tecnologia semelhante é, de resto, já utilizada em cidades como Copenhaga ou Amesterdão, como forma de evitar que os ciclistas tenham de parar nos sinais vermelhos. Sendo que, sempre que os condutores são obrigados a parar num sinal vermelho, o próprio sistema avisa quanto ao tempo é que estes terão de esperar até que o sinal verde surja.

A par do “Green Light Optimal Speed Advisory”, as unidades Ford Mondeo Hybrid que a marca norte-americana está a utilizar nos testes estão igualmente a ensaiar um novo sistema de alerta, denominado Emergency Electronic Brake Lights, o qual tem como finalidade avisar o condutor de uma travagem a fundo do veículo que segue à frente. Mesmo que este se encontre fora do raio de visão do condutor, até uma distância máxima de 500 metros.

Das tecnologias em análise fazem ainda parte um sistema de alerta para o condutor quanto a situações em que outros veículos estejam a tapar a visibilidade no cruzamento que se avizinha; para a aproximação de veículos prioritários como ambulâncias, carros da polícia ou de bombeiros; ou ainda para a prioridade dos veículos que se aproximam de um cruzamento sem sinalização.