Boas Festas

Ano gémeo de 2016 é 1848, diz o historiador Andrew Roberts

Prestigiado historiador britânico Andrew Roberts escreveu na BBC que o ano da história mais semelhante a 2016 é o de 1848 por causa das revoltas populares que ocorreram nesse ano.

Para o historiador, a eleição de Donald Trump e o Brexit são os exemplos mais marcantes das "revoluções" do ano

Peter Foley/EPA

2016 ou 1848? Para o historiador britânico Andrew Roberts, as semelhanças são inequívocas. O ano que está prestes a terminar tem uma série de paralelismos com o que decorreu em pleno século XIX. O referendo que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, mais conhecido por Brexit, a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos da América, as guerras na Síria e no Iémen são alguns dos exemplos utilizados pelo professor do King’s College London. Roberts é um dos mais prestigiados historiadores britânicos.

Escreveu Andrew Roberts na BBC que em 1848 houve uma série de revoluções semelhantes às de 2016, ainda que determinadas pelas circunstâncias e condições locais. Em França, por exemplo, houve uma revolução contra o rei Luís Filipe, que obrigou-a fugir e a viver o resto da vida em exílio, no Reino Unido. (A revolta dos britânicos que querem exilar-se da União Europeia?)

Apesar de a revolução ter acontecido em Paris, a mensagem chegou a Viena, na Áustria, fazendo com que o príncipe Klemens von Metternich tivesse de fugir vestido de lavadeira. O historiador recupera o episódio para estabelecer um paralelismo com o que aconteceu no Reino Unido e nos EUA, este ano. “Similarmente, as notícias chocantes do Brexit deram aos americanos o exemplo de que os sistemas poderiam ser derrubados”, escreveu na BBC. Neste caso, a mensagem voou do Reino Unido para os Estados Unidos da América.

Outra das comparações de Andrew Roberts com as revoltas populares de 1848 é o que se passou este ano com os referendos na Colômbia e em Itália — a rejeição dos colombianos ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que pretendia pôr fim a 52 anos de conflito armado, e o resultado do referendo italiano a uma alteração constitucional, que levou o primeiro-ministro Matteo Renzi a demitir-se.

Para o historiador, o resultado mais duradouro das revoltas do povo em 2016 é, provavelmente, o Brexit, “mas a mensagem parece ainda não ter sido ouvida em Bruxelas”, escreve. “Tal como Moscovo também escapou à revolução em 1848, embora não tenha escapado, naturalmente, para sempre”.

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