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Primeiro-Ministro

Costa define como prioridade o combate ao “maior e verdadeiro défice”, o da educação

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Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro falou de educação e pobreza e destacou as medidas relativas ao ensino pré-escolar. Costa criticou a precariedade laboral, mas não se referiu a medidas.

O primeiro-ministro gravou a mensagem num jardim de infância de Lisboa

Joao Relvas/LUSA

O cenário mudou, o conteúdo também. Na habitual mensagem de Natal, o primeiro-ministro trocou São Bento por uma sala de um jardim de infância para dizer aos portugueses que “as crianças têm de estar todos os dias no centro das nossas preocupações” e “a sua educação tem de ser a primeira das nossas prioridades”. António Costa sublinhou que o “maior e verdadeiro défice” do país “é o défice do conhecimento” e garantiu que o Governo está a trabalhar para contrariar essa realidade.

“Queremos construir uma sociedade decente em que todos possam aceder ao conhecimento”, disse o primeiro-ministro na mensagem natalícia, com pouco mais de cinco minutos, na qual elencou algumas medidas já tomadas pelo Executivo neste âmbito, como o alargamento do ensino pré-escolar às crianças a partir dos três anos de idade e o lançamento do programa Qualifica, para adultos. António Costa falou ainda do alargamento da majoração do abono de família a todas as crianças até aos três anos, de um programa para o sucesso educativo e de um novo modelo de avaliação.

O primeiro-ministro salientou os bons resultados obtidos por Portugal no estudo internacional PISA — em que pela primeira vez o país ficou acima da média da OCDE — e disse que esse “é o caminho que temos de prosseguir”, pois, defendeu, “foi este investimento no conhecimento que permitiu recuperar setores como o calçado ou o têxtil, que melhorou a qualidade dos nossos produtos agrícolas e dos nossos serviços turísticos e que nos abriu as portas a novos setores”.

António Costa disse ainda que é objetivo do Governo aumentar “os empregos de qualidade, que ofereçam confiança no futuro à geração mais qualificada que Portugal já formou”. O governante expressou o desejo de que essa geração “nunca mais seja forçada a emigrar” e admitiu que “a pobreza e a precariedade laboral são mesmo as maiores inimigas de uma melhor economia”

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