Lisboa

Petição “Morar em Lisboa” contra a “subida drástica” dos preços do arrendamento

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Um grupo de cidadãos e organizações escreveu uma carta aberta aos governantes a pedir uma política nacional de habitação "urgente". Petição está online e conta com perto de 1.000 assinaturas.

Um grupo de cidadãos e de várias organizações — como a Associação dos Inquilinos Lisbonenses, a Associação de Moradores do Bairro Alto ou a Associação do Património e da População de Alfama — escreveu uma carta aberta aos governantes a pedir “a adoção urgente de uma política nacional e municipal de habitação, que favoreça e dinamize o arrendamento, público e privado, com direitos e deveres, com segurança e estabilidade”, entre outros. A petição, que pode ser assinada online, contava na quarta-feira à noite com perto de mil assinaturas.

É cada vez mais difícil morar em Lisboa. Ao longo dos últimos anos assistimos a uma alteração profunda das dinâmicas habitacionais nas áreas metropolitanas do país”, lê-se na carta.

O movimento “Morar em Lisboa” quer acabar com a “drástica subida dos valores do arrendamento de habitação”, que a cidade de Lisboa viveu nos últimos anos e que “levou à expulsão de população das áreas mais centrais da cidade”, tornando “o acesso à habitação em Lisboa um privilégio de poucos e um direito praticamente inacessível às famílias portuguesas”, lê-se na carta.

Os signatários dizem que estão “empenhados na intervenção cívica, na discussão e elaboração de propostas com vista a uma política pública transparente e colaborativa, acompanhada e participada pelos cidadãos, e a criar uma plataforma com vista a juntar vontades, ideias e dinâmicas” que solucionem o problema do arrendamento.

Na carta, lê-se que nos últimos quatro anos os preços da habitação para arrendamento “aumentaram entre 13% e 36%, e para aquisição subiram até 46%, consoante as zonas da cidade, de que resulta, estima-se, uma taxa de esforço com a habitação situada entre 40% e 60% do rendimento familiar, quando os padrões comuns aconselham uma taxa de esforço até 30%.”

Às mais de 20 organizações que assinam a carta, juntam-se outras individualidades da área da investigação, arquitetura, geografia e sociologia. O movimento também conta com uma página no Facebook.

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