Rex Tillerson, ex-diretor-executivo da petrolífera Exxon Mobil, é o novo secretário de Estado dos Estados Unidos da América. O nome, que já em dezembro do ano passado tinha sido avançado pelo então presidente eleito Donald Trump, foi esta quarta-feira aprovado pelo Senado com 56 votos a favor e 43 contra.

Segundo o Washington Post, os muitos votos contra Tillerson fazem da sua escolha para 69º secretário de Estado dos EUA uma das mais controversas na história recente do país. Nos últimos 50 anos, as confirmações mais controversas foram as de Condoleezza Rice em 2005, com 85 votos a favor e 13 contra, e Henry Kissinger, em 1973, com 78 votos a favor e 7 contra.

Apesar de não ter qualquer experiência diplomática ou governativa, como o Observador explicou, aos 64 anos de idade Tillerson vai ocupar o cargo mais alto da diplomacia norte-americana, ele que tem relações próximas com Vladimir Putin, que o condecorou em 2013 ao atribuir-lhe a Ordem da Amizade, a distinção mais elevada que o Kremlin pode conceder a um cidadão estrangeiro.

Os principais desafios do novo secretário de Estado passam pela promessa de Trump de reestabelecer relações com a China e com a Rússia, bem como mudar a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Diz ainda o jornal já citado que Tillerson não é um diplomata, não foi um soldado ou um político, muito embora tenha “uma vasta experiência internacional”.