O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu este sábado, em Lisboa, um acordo entre os partidos políticos e os parceiros sociais para uma lei plurianual na área da saúde.

“Era bom para o país que não se estivesse todos os anos a discutir a cada orçamento como é a Saúde em Portugal. Os problemas da Saúde são a prazo: a demografia, as doenças crónicas, os cuidados continuados, o planeamento de novas estruturas são a prazo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, depois de ter discursado num encontro das Ordens Profissionais da Saúde, que decorreu em Lisboa, sobre ‘o futuro do financiamento da Saúde em Portugal’.

Na sua intervenção, o Presidente da República defendeu que “é preciso haver um acordo básico entre partidos políticos e parceiros económicos e sociais, ou terá de se continuar a pensar legislatura a legislatura, ou mesmo só ano a ano, ou seja, orçamento a orçamento”.

“Sabemos que muito depende da situação económica e financeira internacional e interna, em particular da situação orçamental, sabemos que vivemos incertezas e imprevisibilidades das mais complexas, sabemos que um ano eleitoral como este, e a disputa parlamentar e extraparlamentar que inevitavelmente o acompanha não tornam óbvios os entendimentos, mas vale a pena ir tentando”, considerou.

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Em causa está a defesa, por parte das ordens profissionais da Saúde, como noticiou a imprensa em dezembro passado, da criação de uma lei plurianual da Saúde, que Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje ser uma “muito boa iniciativa”.

Também o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, defendeu hoje, no mesmo encontro, “a realização de orçamentos plurianuais” para o setor, que apontou como uma medida “útil”.