Donald Tusk foi reeleito presidente do Conselho Europeu, esta quinta-feira, em Bruxelas. Os líderes dos 27 estão reunidos para preparar a cimeira de R0ma que marca os 60 anos do Tratado de Roma e, da agenda, constava a reeleição do responsável máximo daquele organismo europeu.

A Polónia votou, sozinha, contra o nome do seu próprio país. Todos os restantes chefes de Estado e de Governo, incluindo o português, aprovaram o nome de Tusk para um segundo mandato. Segundo o Observador apurou, a Polónia ainda tentou uma jogada de última hora para sabotar a recondução de Tusk.

Esta tarde, perante o Conselho reunido, conta ao Observador fonte comunitária, o executivo polaco pediu para que se fizesse uma alteração à ordem de trabalhos do encontro, para que se acrescentasse um ponto: a audição do candidato preferido (Jacek Saryusz-Wolsk) do Lei e Justiça, partido ultra conservador que governa o país.

Só que essa alteração — ao contrário da eleição do presidente do Conselho — exigia a unanimidade de posições dos representantes nacionais sentados à mesa. E a unanimidade não existiu. Posto esse obstáculo, o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat (na presidência rotativa do Conselho da União Europeia), avançou para a votação do nome de Donald Tusk. O polaco ficou a um voto da unanimidade. Faltou a aprovação da Polónia. O país recusou-se a aprovar a releição de Tusk por considerar que se tratava de “um candidato da Alemanha”, responsabilizando-o ainda, enquanto primeiro-ministro, em abril de 2010, pela morte do então presidente do país, Lech Kaczynski, envolvido num acidente aérea em que morreram outras 95 pessoas.

Numa nota sobre a votação, o Conselho Europeu acaba de confirmar essa escolha, referindo que Tusk foi também nomeado para presidir à cimeira europeia durante a vigência do mandato, entre 1 de junho deste ano e 30 de novembro de 2017. “É o segundo presidente do Conselho Europeu que cumpre o mandato na íntegra desde a criação desse posto, a 1 de dezembro de 2009 sob o Tratado de Lisboa”, destaca a mesma nota.

Antes de chegar ao Conselho, em dezembro de 2014, Tusk foi primeiro-ministro da Polónia durante sete anos. Está prevista para as 18h30 desta quinta-feira (hora indicativa) uma conferência de imprensa conjunta de Tusk e do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.