Os juízes estão dispostos a negociar com o Governo os termos do novo estatuto profissional mas há “linhas vermelhas” em que não vão ceder.

Ou a ministra da Justiça aceita as exigências, avisou esta tarde, à saída da assembleia geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), a presidente, Manuela Paupério, ou os magistrados judiciais poderão mesmo avançar para greve, já em agosto, durante o período de entrega das listas das eleições autárquicas.

Em comunicado, a ASPJ mostrou-se “disponível” para negociar e disse esperar “que o processo negocial se possa concluir favoravelmente em 15 dias”.

“Este é um mau estatuto, que põe em causa a independência dos juízes. E que não apresenta alterações substanciais [ao anterior], pelo que eventuais medidas de protesto continuam em cima da mesa. Estamos mandatados para podermos pensar em formas de luta, nomeadamente a greve, que possam abranger o período eleitoral”, explicou Manuela Paupério.

“Vamos apresentar as nossas propostas e as linhas em que não estamos dispostos a ceder de maneira nenhuma. Queríamos a criação de um suplemento da condição de juiz e nem isso nos foi concedido. Este estatuto e estas normas não se coadunam com o tipo de juízes e de vida que temos atualmente”, concluiu a presidente da Associação Sindical dos Juízes.