O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, considerou hoje em Madrid que a moção de censura apresentada pelo Podemos não tem razão de ser e que este partido só quer dar “espetáculo” com uma iniciativa votada ao insucesso.

No discurso de resposta às acusações feitas pelo Podemos (extrema-esquerda) no debate da moção de censura, Rajoy rejeitou as “mentiras, calúnias, blasfémias e embustes” feitas contra ele e o Partido Popular (direita) no poder.

O chefe do executivo espanhol também lamentou os exageros feitos pelo Podemos nas acusações de corrupção contra o seu partido e Governo.

“Exigimos que devolva o que roubou”, tinha dito pouco antes Irene Montero, deputada do Podemos no início do debate desta manhã no parlamento espanhol, antes de enumerar uma extensa lista de casos de corrupção que atinge membros do Partido Popular.

A intervenção de Irene Montero foi seguida pela de Pablo Iglesias, líder do Podemos, que se apresenta como candidato a chefe do executivo e irá apresentar o seu programa de Governo alternativo.

A moção de censura que não tem qualquer possibilidade de ser aprovada, visto que apenas é apoiada pela coligação Unidos Podemos (terceiro partido mais votado nas eleições legislativas) e por pequenos partidos independentistas da Catalunha e do País Basco.

O Partido Popular e o Cidadãos (centro) irão votar contra e o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) já anunciou a sua abstenção.

Trata-se da terceira moção de censura apresentada em Espanha depois da transição para a democracia iniciada com as eleições democráticas de 1977, há 40 anos.