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A área ardida. Os prejuízos. As contas. Todos os números da tragédia de Pedrógão Grande em 4 gráficos

O que se perdeu? Qual o prejuízo? E quem vai pagar a conta? Depois da tragédia de Pedrógão Grande, o Governo já fez as contas. Estes são os números da tragédia.

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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A hora é de fazer contas. Depois do trágico incêndio de Pedrógão Grande (que se estendeu por nove concelhos da região centro do país), em que morreram 64 pessoas e mais de 250 ficaram feridas, o Governo fez as contas aos danos materiais e aos prejuízos resultantes do fogo.

Tal como a dimensão da tragédia, os números impressionam: 491 casas ficaram total ou parcialmente destruídas, 43.201 hectares de floresta (43 mil campos de futebol ou 4,3 vezes a cidade de Lisboa) arderam e 374 postos de trabalho estão em risco.

Esta segunda-feira, o Governo publicou um relatório em que são elencados os prejuízos causados pelo incêndio e identificados os passos para a requalificação da região e de onde virá o financiamento para as obras. Estes são os números:

O incêndio de Pedrógão Grande em números

O que se perdeu com o incêndio?

Os incêndios que deflagraram na região centro entre 17 e 21 de junho afetaram nove concelhos: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Sertã, Góis, Penela e Pampilhosa da Serra, Ansião e Alvaiázere.

Os três concelhos mais afetados, Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, sofreram grandes perdas no seu território. “No concelho de Pedrógão Grande ardeu 81% da sua floresta, sendo este valor de 66% para Figueiró dos Vinhos e de 56% para Castanheira de Pêra”, explica o relatório do Executivo.

As perdas foram também muito expressivas na agricultura: em média, estes três concelhos perderam 25% da sua área agrícola.

Qual o prejuízo?

O Governo estimou o prejuízo total dos incêndios em 497 milhões de euros. Destes, as necessidades que exigem uma resposta imediata representam 193 milhões de investimento. Entre danos nas habitações particulares, prejuízos para as atividades económicas da região, para a agricultura e até para as estradas, estas são agora as prioridades para o investimento:

Quem vai pagar a conta?

O investimento na recuperação das regiões afetadas terá pelo menos três proveniências, de acordo com o relatório do Governo. Os fundos públicos previstos no Orçamento do Estado, como o Fundo de Emergência Municipal e o Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente, serão ativados para a recuperação de habitações, infraestruturas municipais, estradas nacionais e para apoiar a Proteção Civil.

Por seu turno, serão também ativados fundos europeus, quer ao abrigo do Portugal 2020, quer o Fundo de Solidariedade da União Europeia e quer ao nível do Banco de Investimento Europeu. Esta segunda-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, confirmou que o Governo vai apresentar uma candidatura ao fundo de solidariedade da União Europeia, que pode representar uma ajuda adicional de cerca de 11 milhões de euros. Estes fundos servirão para apoiar na requalificação da floresta, das atividades económicas, na agricultura, mas também nas infraestruturas e nas redes rodoviárias.

Já a nível nacional será ativado o Fundo de Apoio à Revitalização das Áreas Afetadas pelos incêndios ocorridos nos Concelhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, um fundo criado pelo Conselho de Ministros logo após os incêndios para ajudar na revitalização das áreas mais afetadas pelo fogo.

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