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500 Startups. Líder de grande incubadora de Silicon Valley acusado de assédio

Este artigo tem mais de 4 anos

O líder da 500 Startups, uma das principais incubadoras de Silicon Valley, foi acusado de assédio sexual. Demitiu-se do cargo de CEO e pediu desculpa pelo seu comportamento inapropriado.

As mulheres esperam que as suas histórias levem à criação de políticas que previnam assédios sexuais e discriminação pela parte de altos empresários
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As mulheres esperam que as suas histórias levem à criação de políticas que previnam assédios sexuais e discriminação pela parte de altos empresários

Steve Jennings

As mulheres esperam que as suas histórias levem à criação de políticas que previnam assédios sexuais e discriminação pela parte de altos empresários

Steve Jennings

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Dave McClure cofundou uma das principais incubadoras de Silicon Valley, a 500 startups, em 2010, e tornou-se num dos nomes de referência na comunidade tecnológica norte-americana. Foi acusado de assédio sexual numa investigação publicada pelo The New York Times na sexta-feira.

As acusações de assédio levaram McClure a demitir-se dias depois, depois de várias mulheres o terem acusado de comportamentos inapropriados. Para pedir desculpa, o investidor de Silicon Valley, na Califórnia, publicou uma mensagem no seu blog, assumindo o seu comportamento “inapropriado”.

A demissão de McClure da 500 Startups foi anunciado pela cofundadora Christine Tsai num e-mail enviado pela empresa, na segunda-feira. Nele, podia ler-se que a incubadora tinha recebido várias denúncias sexuais contra McClure, que foram investigadas e consideradas “inaceitáveis”.

Uma das mulheres que se chegou à frente foi a empresária Sarah Kunst, que foi uma das duas dezenas de mulheres que falaram ao New York Times sobre os crimes sexuais em Silicon Valley. A empreendedora alega que McClure lhe enviou uma mensagem sexual bastante sugestiva no Facebook, enquanto estavam a discutir um possível contrato com a 500 Startups.

Eu não sei se te deva contratar ou bater-te”, disse McClure numa mensagem.

Um dia depois do artigo ter sido publicado, o investidor escreveu um post no blog a pedir desculpa pelas suas ações. O título da mensagem era “Eu sou um estranho. Eu peço desculpa”.

Dirigi-me a várias mulheres em situações relacionadas com o trabalho, que foram incrivelmente inapropriadas. Meti as pessoas em situações comprometedoras e inapropriadas, tirei proveito dessas situações. O meu comportamento foi indeculpavel e errado”, escreveu.

Há três anos na Malásia, com Cheryl Sew Hoy

Quando Cheryl Sew Hoy viu que McClure estava a ser aplaudido por ter sido honesto e corajoso ao escrever aquela mensagem no seu blog, decidiu intervir na situação e contar a sua versão da história.

As pessoas estão a dizer que o ‘Dave estava a ser o Dave’. Percebi que tinha o poder de mudar esta narrativa, não apenas por mim própria, mas por uma causa maior: outras mulheres”, disse Hoy ao The Guardian.

Hoy era dona da startup ReclipIt, que foi apoiada pela 500 Startups. Conta que McClure voou para a Malásia para conhecer outros investidores da startup e, segundo o que contou, McClure e outros colegas foram ao seu apartamento para uma reunião. Aquilo que “começou por ser uma noite inocente, em que estávamos todos a conviver na minha casa, acabou por tornar-se no meu maior pesadelo, que me persegue há três anos”.

Hoy conta que McClure continuou a servir-lhe bebida durante a noite toda, e que todos acabaram por ir embora à exceção dele. Ter-lhe-á perguntado diversas vezes se ele não queria ir embora, mas McClure ter-lhe-á dito sempre que não, até ao ponto em que Hoy teve de convidá-lo para passar a noite no quarto de hóspedes.

Fui para o meu quarto, mas Dave seguiu-me até lá e foi aí que se ofereceu para dormir comigo. Disse que não. Relembrei-o que ele tinha conhecido o meu namorado e que já tínhamos falado dele durante aquela noite”, escreveu.

Quando ela o levou à porta, para que se fosse embora, Hoy conta que “ele se encostou a ela de tal forma” que ficou encurralada num canto. Conta que McClure tentou beijá-la e lhe disse algo do género “é só esta noite, por favor, só uma vez”. “Depois, disse que que gostava de uma mulher bonita e inteligente como eu. Fiquei enojada e disse mais uma vez que não e empurrei-o para fora da porta”, conta.

Um ano depois, McClure pediu-lhe desculpa numa mensagem de Facebook. Hoy disse que estava “desapontada com as palavras que ele tinha usado”. A empresária espera agora que a sua história leve à criação de políticas que previnam assédios sexuais e discriminação pela parte de altos empresários.

A companhia 500 Startups, a pedido do The Guardian, respondeu à publicação de Hoy. “Nós apreciamos a coragem de Cheryl em falar e percebemos o quão doloroso é para ela toda esta experiência. Nós só podemos esperar que os esforços da 500 Startups possam ajudar a criar uma plataforma eficaz e segura que proteja as empreendedoras femininas de todo o mundo”.

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