Um total de 9.500 crianças com Tuberculose foram registadas em Moçambique em 2016, um aumento de 58% face a 2015, subida que as autoridades justificam com melhorias no processo de diagnóstico.

O aumento não é problema, porque temos ainda muitos casos perdidos“, ou seja, doentes não rastreados, disse Ivan Manhiça, diretor do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose, citado esta quarta-feira pelo jornal moçambicano Notícias.

De acordo com aquele responsável, a percentagem de tuberculose pediátrica em Moçambique ainda está dentro dos limites considerados normais pela Organização Mundial de Saúde, definidos entre 10% e 15% do total de casos notificados, referiu.

Moçambique está entre os trinta países com alta carga de tuberculose no mundo“, acrescentou, referindo que “o número de crianças notificadas está abaixo da realidade” por serem rastreadas a partir dos cinco anos.

“Estamos a subestimar os casos de menores de cinco anos”, que são aqueles que “ficam mais tempo com os adultos”, ou seja, mais suscetíveis a contactos que potenciam a transmissão da doença.

Se não for tratada corretamente, a tuberculose pode provocar sequelas, nomeadamente a nível respiratório ou motor, podendo no limite levar à morte, alertou Ivan Manhiça.