Um helicóptero de combate ao fogo caiu este domingo em Cabril, Castro Daire, durante o combate ao incêndio na localidade de Grijó, naquele concelho, confirmou o Observador junto de fonte da GNR de Viseu. No helicóptero seguia apenas o piloto, que morreu carbonizado. A aeronave caiu depois de deixar quatro militares do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) da GNR no terreno.

Inicialmente, fonte da GNR tinha afirmado ao Observador que a hipótese mais provável era a de que o piloto tivesse morrido, mas não confirmou a informação dado que os meios de socorro ainda não tinham chegado ao local da queda. Quando foi possível chegar aos destroços do helicóptero, a GNR confirmou que o piloto tinha sido encontrado já sem vida.

O alerta foi dado por volta das 12h30. De acordo com a GNR, o helicóptero caiu logo após deixar os quatro militares no terreno. De seguida, iria carregar água para apoiar no combate ao incêndio. Ao tornar a subir, a aeronave entrou em contacto com cabos de alta tensão, entrou em combustão e caiu. Os elementos da equipa do GIPS já foram retirados do local, onde o incêndio ainda lavra, e estão bem, acrescentou ainda a GNR.

O helicóptero era português, da Everjets, e pertencia ao Centro de Meios Aéreos de Armamar, distrito de Viseu. “O piloto era o único ocupante do aparelho e infelizmente não sobreviveu. Tinha 51 anos, nacionalidade portuguesa e experiência como piloto de combate a incêndios”, escreveu a Everjets em comunicado. A empresa abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do aciente.

O incêndio em Castro Daire foi entretanto dado como dominado, de acordo com a Proteção Civil. O fogo começou às 13h07 de quinta-feira e no terreno mantêm-se quase 100 bombeiros e 21 viaturas.

Piloto tinha experiência em combate a incêndios

Com 51 e de nacionalidade portuguesa, o piloto do helicóptero que se despenhou tinha “experiência como piloto de combate a incêndios”, informou em comunicado a Everjets, empresa que opera os helicópteros de combate a incêndios.

A empresa esclarece ainda que “só após uma investigação será possível determinar com exatidão as causas e circunstâncias do acidente, mas é crível, pelo que se sabe, que o helicóptero tenha colidido em cabos de alta tensão, despenhando-se e incendiando-se de imediato”.

O conselho de administração da Everjets instaurou, entretanto, um inquérito às circunstâncias do acidente e já disponibilizou apoio psicológico à família do piloto que morreu no acidente.

Marcelo lamenta morte de “nova vítima destes terríveis incêndios”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já publicou uma nota na página da Presidência a lamentar “profundamente o falecimento de piloto do helicóptero caído em Cabril, uma nova vítima destes terríveis incêndios que têm martirizado o nosso País”.

“O Chefe de Estado apresenta as mais sentidas condolências à família enlutada”, lê-se ainda na mensagem.